terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Diário de férias 3 - a Ilíada e a Odisséia


Já é a terceira vez que venho para a Colônia, e sempre pelo mesmo caminho...

Existem dois caminhos para ir e voltar de lá; um é o tradicional, óbvio, normal, que corta São Paulo pelo meio, desce a Serra do Mar pelas vias tradicionais e chega ao destino, fazendo o mesmo percurso, podemos voltar. É mais fácil, sem erros, com mais trânsito e mais pedágios, tem o conveniente de passar por São Paulo, caso queira parar para comer ou algo assim, e tem o inconveniente de passar por São Paulo, em função do trânsito caótico que está sujeito.

Mas tem o caminho dois, o mais longo, o menos óbvio, o mais tranqüilo, aquele que sempre acabo pegando, pois acho a estrada deliciosamente deserta. Deserta é um bom termo, pois apesar dela cortar várias cidades, não tem nada pelo caminho, apenas um posto em seus 320km.

E isso sempre acaba sendo motivo de discórdia entre eu e meus pais. Assim, eu adoro ir por essa estrada, pois gosto de tranqüilidade para dirigir, e meus pais preferem ir por São Paulo, pois assim caso precise parar tem onde. O que eles acabam entrando em conflito com eles mesmos, porque odeiam São Paulo. Vá entender...eu já desisti...kkkk.

Bom, o caminho de ida e volta foi tranqüilo, com exceção do sol. Cheguei lá na terça-feira com meu braço esquerdo queimado, tostado, com marca da manga da camiseta. Claro que daí fiquei tomando sol para igualar o braço, afinal, marca ninguém merece...só de sunga, é claro.
E pensam que o caminho de volta também não teve sol? Claro, tive que parar duas vezes para passar protetor no braço esquerdo, tava quase assando.

A paisagem é ótima, a estrada corta uma represa que acho linda, maravilhosa, a vista é fantástica. E a descida da Serra do Mar é bem tranqüila, apesar da pista simples e sinuosa, também tem uma vista fabulosa do litoral, e a chegada ao litoral é recepcionada por uma ampla área de mata paludosa.

O sentimento de ir e vir de lá é fascinante, são sentimentos contraditórios, sabe quando você se sente bem em ir e bem em voltar de lá? Não consigo ficar triste quando estou indo embora, acho que porque a certeza de que irei voltar é sempre mais forte; é como se lá fosse minha segunda casa, um lugar que já me pertence.

Por isso digo, é bom ir e voltar, pois a certeza de que irei de novo é maior a cada vez que isso acontece.

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