domingo, 10 de maio de 2009

Paixão repentina


Voltei ao trabalho no emprego 2, mas tive que sair uns dias por conta de um congresso de 2 dias relacionado ao emprego 1.

Congresso com tudo pago, em hotel de luxo, em Campos do Jordão. Frio de 15graus durante o dia e 5graus à noite. Não podia ser mais perfeito.

Ou melhor...foi perfeito.
As palestras foram ótimas, e o encontro com mais profissionais da mesma área foi gratificante pela troca de experiências.

Ok, irei destilar as minhas divagações...

Acho redundante dizer que a maioria das pessoas que se encontravam lá tinha alto grau de educação, e sempre se preocupavam em mostrar a sua polidez. Menos na hora do café, almoço ou jantar, onde daí sim, mostravam suas garras. Ou melhor, seus garfos ávidos e afiados. Tenha classe, em todos os momentos, mesmo a comida sendo de graça e abundante. Cenas deploráveis...

Frio é ótimo, ainda mais quando nos aquecemos com um vinho, uma lareira e pessoas ao redor, mas tenha cuidado, é preferível abusar de uma quantidade enorme de agasalhos do que da mesma quantidade enorme de taças de vinho. Afinal, um vai de deixar mais “gordo”, enquanto o outro vai de deixar mais “inconveniente”.

Mas como nem só de observar o pior de cada pessoa eu vivo, também sei observar o que cada um tem de bom. Alguns em especial, é claro....hehe.

Nesse caso em específico, digamos a personificação do homem ideal. Loiro, catarinense de Floripa, minha altura, olhos azuis, sorriso largo, barba cerrada, voz grossa, jeito tímido, inteligente, simpático, calmo...perfeito, se não fosse pela incrível aliança dourada presente em sua mão esquerda.
Não, não me perguntem se eu perguntei se era casado com mulher ou homem, não me interessei. Me interessei sim por ele, rondei, me aproximei, cheguei junto.

Quando nos vimos pela primeira vez, parei, e pensei numa fração de segundo – “Gente, que homem lindo” – e o mundo parou ao redor.
Sabe aquela sensação de que já tinham se visto? De deja-vu? Pois é, foi mais ou menos assim.
Depois é claro, fui me aproximando, senta ao lado na palestra, no almoço, toma um café junto, e a coisa foi indo.

Trocamos contatos, até porque entre as conversas, descobrimos gostar de diversos assuntos em comum (até isso é perfeito), e já estendi o convite para ele visitar minha cidade. Pequeno detalhe ele morar em outro estado, acho que é sina eu sempre me interessar por quem está longe...sei lá, não vou relativizar mais isso também...

Interessante foi a timidez dele, ele se segurava todo par emitir uma opinião, para deixar transparecer o que gostava ou não, até mesmo seu sorriso era difícil de sair, mas quando saía, ah, que sorriso lindo, gracioso, inebriante...

A cereja do bolo, foi que depois de um almoço, onde um dos comentários da mesa foram os meus cabelos grisalhos, acabamos nos encontrando dentro do banheiro do auditório, sozinhos, e ele me solta que meus cabelos são lindos, e que fico muito bem com eles assim.
Agradeço, sem jeito, e digo que também acho linda a cor dos cabelos dele, e ele como um todo. Claro que ele fica sem jeito tb. E essa era a intenção... Os olhares se cruzaram por segundos, que mais pareceram horas, dias, e foram interrompidos por um qualquer que entrou no ambiente.

Sim, ficamos nisso apenas. Porque eu respeito à timidez dos outros, respeito e a admiro e confesso, gosto. E porque já deixei bem claro que adoro muito mais o momento da sedução, a conquista, o jogo de olhares, o flerte, o sentir a presença do que o após, o beijo, o sexo.

Mas, o encontro terminou, nos despedimos, nos abraçamos, nos olhamos, e na minha memória fica gravado seu sorriso, seus olhos azuis, seu rosto lindo, seu corpo ao qual eu desejo, e a lembrança de uma pessoa agradável, sensível, que despertou em mim uma paixão repentina como a muito não se via. E fica gravado que sim, o homem perfeito existe, e pode ser encontrado, e a esperança ainda existe dentro de mim...

Um comentário:

  1. respeito é uma qualidade bastante sensual às vezes...

    caí no seu blog e achei bem bacana. não se assuste com os comentários tardios que vou deixar...

    abraço, alex

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