segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Lembranças boas...

                Se for para começar a lembrar, uma das primeiras coisas foi do abraço inesperado (dado por mim) assim que subi as escadas do hotel. E já que estamos falando do hotel...vale registrar que as reproduções em pôster emolduradas de gravuras/pinturas do Metropolitan Museum que ficavam nos corredores eram...horrendas!!!!
                Na seqüência, vale lembrar da seresta, a primeira de muitas, que é claro, contava com nada mais, nada menos que Os Seresteiros Alados de Tatuí....programa impagável que rendeu ótimas risadas e ainda rende ótimas pegadinhas...
                Depois dessa seresta, outras vieram, e vieram também várias festas populares ou passeios pelo mesmo local, algumas bem particulares, pois como se esquecer do cacarejar das galinhas no estacionamento????

                Acho também que vale registrar que ninguém sabia fazer turismo-fubá melhor do que a gente, não é todo mundo que tem esse dom; e nós temos! A maratona de aeroporto-cidade-rodovia-capital feita para apenas um final de semana, poderia cansar qualquer um, menos essa dupla. O trajeto sempre era gerado a café, fosse antes de começar ou durante; e olhe que só nós para gostarmos do café intragável do posto da rodovia. Acho que valia muito mais o fim do que o meio...kkkkk.
                E por falar em meio, sempre no meio desse trajeto, tinha um engarrafamento, fosse qual data fosse, qual dia, qual mês, sempre; era como uma marca, se não ficássemos pelo menos 1 hora dentro do carro, não era para ser.

                E essas viagens rendiam. Rederam desde um “duplo-mortal-carpado” em pleno barranco do hotel-fazenda, a encher o coco a ponto de ficar bêbado só degustando as amostras na Casa da cachaça, até ter que tomar banho tomando cuidado para a cortina do box não colar no corpo. E claro, não podemos esquecer o Jorge (Jorrrgeeee) com seu sotaque carioca, nem da amarelada na hora do Pulo do Tarzam, e muito menos da bermuda suja porque “aterrissou” de bunda ao final da tirolesa; e por falar em tirolesa, não podemos esquecer da paradinha bem no meio da maior tirolesa daquela viajem...coisa básica.

                Vale registrar que as estadias nos vários hotéis também tiveram suas particularidades, desde o micro-banheiro do hotel-express em plena região nobre da capital, até mesmo o mega banheiro de outro hotel na mesma região, que nunca mais aceitou nossas reservas...e nem acho que foi por termos alagado o quarto...kkkkkk. Foram bons momentos, e até dava para fazer um roteiro dos melhores quartos pelos menores preços...

                E entre um hotel e outro, o roteiro era sempre recheado de passeios inusitados, afinal, não é qualquer um que se aventura a descer a Augusta e subir a mesma, a pé! Claro que a aventura só durou a descida, a volta foi feita de taxi, contra a minha vontade, que fique bem claro...hehe. Também não dá para esquecer o bar da mosca, que foi achado do nada, mas se mostrou o “nosso” bar, onde renderiam boas risadas, boa bebida (aquela grappacaipi cairia bem agora) e a companhia sempre agradável da garçonete simpática ou daquele gato angorá falsificado que vivia a rodear as pernas da mesa.
                Esse mesmo recheio também contava com as feiras e mais feiras, além é claro de uma boa dose de aventura pelas ruas de comércio popular, com direito a pechinchar preço de bolsa falsificada com coreanos ou enfrentar filas quilométricas apenas para pagar por uma peça de bordado, tudo isso sem falar que era praticamente véspera de Natal....delícia! kkkkkkkk.

                Nem vou contar, ou melhor, vou, que também vale lembrar a aventura de ir de ônibus até a Bienal, isso porque a acompanhante sabia todo o trajeto. Fico imaginando se não soubesse... Outro registro que deve ficar para os anais, é que andar pela Paulista em noite chuvosa, após fechamento do metrô, é perigoso; a não ser que você saiba correr, e deixar de isca teu amigo, fato!!! Ahahahahahahaha.

                Olha, se fosse lembrar tudo, teria muito para contar, e ainda contarei, mas lá se vão 4 ou 5 anos de história, acho que é isso, e também não faz diferença, afinal o que importa mesmo é que foi bom, foi e vai continuar sendo, pois não é toda hora que encontramos um irmão nessa vida. Não é toda hora que você sabe que pode contar com alguém, não é toda hora que você entende a pessoa com um simples olhar ou com uma simples resposta monossilábica pelo telefone.
                Foram boas lembranças, que rendem várias e várias histórias intermináveis, e que tenho certeza, ainda serão complementadas por outras e mais outras, pois a vida é assim, cheia de ciclos, cheia de altos e baixos, cheia de gente que passa, mas com poucas pessoas que ficam.
                E as que ficam, merecem ser guardadas em um lugar especial!

                E meu irmão merece!!!!

9 comentários:

  1. Merece mesmo! Principalmente depois da tirolesa!

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  2. 12 de Dezembro de 2008!!! É essa a data do show dos Seresteiros Alados de Tatuí!!! HAUAHUA
    Caraca, o tempo passa... legal é saber que as coisas importantes ficam, não posso reclamar, mas confesso que sempre quis ter um irmão... no dicionário, uma das definições de irmão é amigo inseparável... e fico muito honrado e feliz que a vida tenha me dado um irmão como você... meio mimimi-mado é verdade, eheheh, mas ainda assim... um grande irmão.

    Juntos a gente já passou por poucas e boas! Mas tudo passa... e o legal é que sempre podemos contar um com o outro! ehehe Desde é claro que o senhor, muito macho, não saia correndo e me deixe lá de isca no meio da rua de noite.

    Todos nós merecemos meu caro... e apesar das mudanças, tenho a certeza que sempre estaremos juntos, porque é assim com os irmãos!!! ;-) E no pior caso, a gente ainda se joga as dentaduras no asilo eheheh

    Abração!

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  3. Agradecendo e retribuindo sua visita lá no bloguinho. Belo texto, sentimentos fortes! Tem pessoas que passam a vida à procura do esplendor de um momento grandioso e mágico e esquecem, ou não conseguem ver, a enorme quantidade de “pó de pirlimpimpim” (rs) esvoaçando ao seu redor, em inúmeros momentos belos por sua simplicidade. O que não parece ser o seu caso.

    Abraços

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  4. Quero saber mesmo qual de voces dois deu o duplo-mortal-carpado... kkkk
    Deve ter sido uma "cena de arrepiar"....

    Bons momentos devem ser lembrados.. e nunca desprezados. Voces são amigos, mais que amigos ate.... e isso é muito bom.

    Beijos aos dois.

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  5. Que lindo texto, amizades assim não se perdem.

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  6. Belos momentos, simples apenas na aparência, cheios de grandeza pelos olhos que não apenas viam, mas sentiam. Gosto disso!! Foi isso que me passou: saber observar, sentir, curtir momentos da vida. Sabedoria, isso!
    Abraço

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  7. Essa boas lembranças são eternas e são elas que adoçam, nos alegram, nos envolvem, nos edificam e nos fortalecem!!!

    Adorei seu texto!!! Parabens...

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  8. A grandeza e a plenitude da vida a gente encontra é na simplicidade de nosso dia a dia ... é saber aperceber e desfrutar de cada um deles ...

    beijão

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  9. que texto gostoso! parabens! a vida simples merece ser celebrada! e muito turismo fubá para todos!

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