Eu sempre me recordo de uma cena do filme “Comer, Rezar,
Amar”, que a personagem da Julia Roberts se encontra no telhado do templo,
quando é tirada para dançar pelo ex-marido, e com a música de Neil Young ao
fundo, eles dançam e em algum momento ela deixa-o ir, em uma alusão ao
desapego, ao término de algo que tiveram no passado...
Essa cena me marca profundamente, pois a vida é isso, às
vezes precisamos abrir a mão e simplesmente, sem pensar, sem fraquejar,
precisamos deixar ir...
Não é a primeira vez que escrevo sobre isso aqui, mas com
tudo que vem me acontecendo nesses últimos meses, esse pensamento me voltou à
mente...
Existem momentos que precisamos mesmo deixar ir, abrir a mão,
e deixar que aquela pessoa, aquele sentimento, aquele momento, se vá e não
volte, pois só assim estaremos livres para continuar, para seguir em frente,
para começar de novo.
A vida é isso, um eterno começar, vários e vários ciclos que
terminam e recomeçam, cada um ao seu modo, cada um com sua especificidade, cada
um com um ou outro personagem, outro cenário e outro final.
Acho que chegou, novamente, esse momento; esse momento de
terminar um ciclo, de finalizar mais essa etapa, de abrir a mão e deixar ir,
para assim poder começar novamente. Não sei ao certo qual etapa começarei e nem
sob qual cenário, mas é preciso começar, é preciso seguir em frente, e é isso
que farei; é hora de retomar alguns desejos, investir em algum planejamento,
pensar maior e mais longe, e quem sabe, retomar aquele tão adorável sonho que
outrora eu tinha enterrado.
Talvez seja a hora, talvez seja o momento, e mesmo que não
seja, vale a tentativa, pois é tentando que um dia, conseguiremos.
É, definitivamente, hora de partir...
Criação, manutenção, destruição. It's the Circle of Life and it moves us all. :-)
ResponderExcluirComo hoje tenho um “tempinho a mais pra mim” (rs), estou aproveitando para ler os blogs. Estou me sentindo até sem graça. Todo mundo com pensamentos, histórias, divagações tão profundas, que nem sei se consigo dar conta. De alguma forma (pode ser imaginação da minha parte), o seu post é quase um contraponto ao do Léo, que acabei de ler. Por lá eu comentei sobre a obstinação (ou seria tenacidade?) em não desistir antes de tentar todos os caminhos. Aqui o assunto é outro: o tomar consciência que terminou e que só resta “deixar partir”. Muito interessante! Ultimamente ando me questionando até que ponto eu “desisti” e “deixei partir” tudo o que eu vivi na minha vida. Pode ser que alguma coisa ainda insista (mesmo que sem sentido!) em não querer me abandonar.
ResponderExcluirAbração
Fevereiro, mês de aniversário (4.0)... um café em Pira pode fazer parte das comemorações! :-)
ResponderExcluirDemorei, mas cheguei! E daí tu me vens com essa de "partir"?!? Te "parto" a cara se continuar com esse papinho...hahahaha ;)
ResponderExcluirBjos pra ti grisalho!!!
Cadê meu comment?!?
ResponderExcluirSiga seu destino... com a certeza de ter aprendido mais e com convicção de que o "seguir em frente" é apenas um empurrão que este mesmo destino nos dá para que possamos atingir a tão sonhada maturidade!!! Muita força e fé no NOSSO PAIZÃO" que tudo vê e a todos ajuda!! Paz!!
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