sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Do que ficou para trás...

Já deve ter dado para perceber que meus textos mudaram. De uns tempos para cá, as críticas ficaram mais ácidas, o comportamento ficou mais radical ou arredio, ou mesmo com alguns toques ousados que antes não existiam, e que de um modo ou de outro, eu passei a falar menos diretamente sobre mim e mais de uma forma, digamos, enigmática sobre o que me acontece...

Bom, isso foi, e é reflexo de uma mudança desencadeada meses atrás por alguns acontecimentos, ou melhor, por um acontecimento mais especificamente. De fato, isso me fez olhar a vida, o meu jeito de ser, a sociedade ao redor, de outra maneira. Desencadearam em mim, alguns questionamentos, gerou algumas respostas e, com certeza, algumas dúvidas e questões que ainda serão respondidas ou debatidas; mas não posso negar que a minha visão, de um modo geral, mudou. E mudou muito, a ponto de muitas pessoas ao meu redor, não me reconhecerem mais.

O mais estranho disso tudo, é que essa mudança, veio despertar dentro de mim, uma pessoa que eu mesmo não conhecia, uma pessoa que sempre esteve lá, adormecida, com medo de se mostrar, acho que mais pelo fato de, mais uma vez, não ser aceito, mas que agora é visível, é palpável, e está ai, para quem quer ver, para quem quer conviver com ela.
Confesso que alguns não entenderam, alguns não aceitaram, e esses já não estão mais ao meu lado, se foram ou simplesmente não aceitaram essa pessoa que me tornei, não conseguiram aceitar o não controle mais dela, não entenderam que pensar e fazer, são parte da minha essência, e não quiseram mais caminhar ao meu lado, por simples incapacidade de compreensão.

De certo modo, isso não é fácil; trocar a pele, recomeçar, mudar, exige um certo grau de maturação, uma certa vontade e, por assim dizer, coragem para enfrentar algumas conseqüências, mas o resultado, quando bem realizado o processo, pode ser edificante.
Eu joguei alguns “dogmas” fora, joguei alguns pseudo-verdades pela janela, queimei alguns medos e paguei o preço por sair da zona de conforto quando foi preciso, e faria tudo novamente, pois foi só fazendo que puder ver que é bom ir além, é bom romper com seus limites, é bom se colocar a prova, e é bom descobrir coisas novas, lugares novos, pessoas novas e pessoas verdadeiras, deixar de lado as mentiras, as falsas-verdades, a confiança e, porque não, deixar de lado a vergonha de ser você mesmo.
Eu deixei, eu passei a olhar a vida com outros olhos, e por assim dizer, ela passou a me olhar com outros olhos também; passou a me encarar, a me desafiar, a brincar comigo em um jogo sem ganhador ou perdedor, mas um jogo criativo, um jogo onde ao final, se um dia tiver, terá apenas o aprendizado. Eu aprendi que a vida pode ser bem curta, mas ela também será longa se você assim desejar, e também será curta se você assim quiser.

Se eu pudesse, diria a todos que mudar é bom, mas não diria, ou não desejaria, que precisassem passar pelo que passei para que a mudança fosse feita; apenas diria para não terem medo, para não ficarem parados, para tentarem, pois faz bem.

Ainda não sei se todo mundo entenderá o que aconteceu. Não, não irei dizer explicitamente, afinal, é algo bem íntimo, e decidi escrever esse texto apenas como um relato para que, aos que estão achando estranho tal comportamento meu, de alguma forma entendam e não se sintam ofendidos por palavras escritas ou ditas, mas de fato, eu mudei...


E é bem provável que não tenha volta..........

8 comentários:

  1. Opa, daqui sinto que a mudança está sendo positiva, apesar dos pesares que a causou. Continue firme e forte, meu camaradinha.

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  2. Existem momentos em nossas vidas q não nos deixam alternativas e, normalmente nossas mudanças nestes momentos são viscerais e definitivas ... fique bem ...

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    1. Pois é Paulo...bem por ai....e eu já to bem, muito bem....mesmo os outros achando que estou "estranho"....hahahahahahahahaha.

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  3. Ah... mas "estranho" tu sempre foi, nzé? E se as mudanças incluem alisar pernas peludas: #tamosaí!!! Hahahahahaha! Bjs, seu maluquete!

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  4. Me sinto muito assim, desde que me tornei outra pessoa ha 2 anos...

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  5. Penso que existem duas formas de se mudar. Uma é mais lenta, é a mudança que se instala aos poucos, e quando menos percebemos já substituiu a maneira anterior de ser. Essa não é traumática, nem deixa ressentimentos, penso eu. A outra é a que se faz por algum tipo de ruptura. Não sei se eu teria coragem de enfrentar algo assim. Sou muito de esperar o tempo certo, até para abandonar o que precisa ser abandonado.

    Abração

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    1. Pois é Adriano....nesse caso eu não rompi com nada. Mas posso lhe dizer que foi como acordar com um balde de gelo sendo jogado sobre minha cabeça....vc não tem muito tempo para pensar, quando vê, a catarse já está instalada....resta apenas saber se pretende enxugar ou se lamentar por estar molhado...

      Abraços.

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