Pois é, mais um ano chegando ao fim, mais um ciclo que se
fecha, e mais um texto para encerrar esse blog. Não, não se preocupem o blog
não vai ser encerrado. Esse tempo todo que esteve sem postagem foi, digamos
assim, um tempo de descanso. Agora, com esse texto, encerro as atividades por
esse ano, e volto no ano que vem, com algumas mudanças...afinal, sempre é bom
mudar.
Durante essa minha ausência, muita coisa aconteceu, muita
mesmo. Nem sei se dá para contar tudo, acho que não na riqueza de detalhes a que
estou acostumado, ou mesmo dando todos os nomes aos bois, mas enfim, vamos
tentar colocar em uma ordem racional, no mínimo, o aprendizado a que tudo isso
me levou.
Eu sempre gosto de pensar na idéia de ciclos, ciclos que se
iniciam e se encerram, para que outros se iniciem e se encerrem, sempre nesse
mesmo movimento, e é isso que faz com que a “roda” da vida, gire. E por esse
ano, isso aconteceu muito. Foram ciclos bons, pesado para dizer a verdade, e
sofridos em alguns casos, mas que foram necessários para chegar até onde,
aparentemente, cheguei.
Digamos que meu lado amoroso/sentimental, subiu aos céus e
desceu ao inferno esse ano, e foi um ano bem atípico mesmo. Quem conviveu mais
próximo de mim, sabe (pelo menos alguns) de tudo o que se passou. Sabe de todos
os “causos” de cada caso, que renderam ótimas conversas, algumas irritações,
algum choro, mas que no balanço final, rendeu um bom crescimento pessoal.
Não é fácil se apaixonar, não é fácil deixar que se
apaixonem por ti, mas pior ainda, é não deixar que o amor, este mesmo que você
tanto deseja, não faça parte da tua vida. Por algum tempo isso aconteceu
comigo; do mesmo modo que eu desejava muito o amor, eu o rejeitava
internamente. Complicado de entender? Pois saibam que é muito fácil de acontecer.
Querer estar com alguém, querer ter alguém ao lado, pode até
ser uma decisão fácil, e é; mas saber por que você quer ter alguém, isso sim é
o momento de difícil decisão. Deixar que a mente vagasse pelo lado sombrio,
imaginando que você nunca vai ser amado, ou que sempre vai ser uma pessoa
solitária, só lhe dará menos força para conseguir o que realmente deseja; na
realidade sua força será sugada, enquanto que todo o teu medo, ganhará cada dia
mais e mais volume.
Nem sempre estar com alguém, significa “estar” com alguém;
esse ano passei por isso, e da forma mais dolorosa possível. Da mesma forma,
quando você pensa que encontrou sua alma gêmea, ou que seus pedidos foram
atendidos, desconfie, pois a vida não é assim tão simples. Como diz o ditado (e
meu irmão), “...quando os deuses querem castigar, eles te escutam...”, e isso
foi uma verdade, aconteceu. E da mesma forma que aconteceu, acabou. Ficou a dor
(de ambos os lados), ficou o pesar, a raiva, o medo, e sim, ficou o amor,
jogado de escanteio, massacrado e dilacerado.
Outros casos vieram...a suposta alma gêmea, o improvável
encontro, o encontro nunca realizado, o encantamento inicial, o segundo sonho,
e até mesmo, o falso...e de todos eles, eu tirei lições, tirei aprendizado, os
quais foram como verdades que me foram surgindo na minha frente, quebrando
muros que antes eu me colocava, muros que só serviam para eu mesmo me sabotar.
Talvez o mais duro aprendizado seja quando tudo isso,
reunido de uma forma única, mostre que o único culpado pelo seu medo, é você mesmo.
Esse realmente foi o ano do aprendizado, e das conquistas.
De uma forma ou de outra, a gente sempre aprende, seja pela
via fácil ou pela via dolorosa, o importante é aprender, e saber o que
aprendeu.
Nesse ponto eu vi muita coisa acontecer a pessoas ao meu
redor, sem que elas entendessem, sem que elas aprendessem com tudo aquilo. De
certo modo, acho isso estranho, e ao mesmo tempo, absurdo, afinal das contas, a
vida dá oportunidades que a própria pessoa despreza, perde tempo, não aproveita
essas chances; e continua fazendo tudo errado...e se lamentando por esses
erros, em um ciclo interminável que é alimentado por ela mesma.
Mas, como disse, o ano também foi de conquistas; e nesse
campo, elas foram ótimas. Conquistei mais alguns “irmãos”, o que para mim é o
máximo. Ter amigos é ótimo, mas ter amigos que são irmãos, é algo que antes era
inimaginável. Eu, que sou filho único e sempre teve poucos amigos, ter amigos
em que possa confiar cegamente, que são companheiros, que sabem a hora de falar
e de calar, de oferecer o ombro ou o colo quando precisamos, e que estão sempre
lá, é algo que prezo muito, e fico cheio de orgulho em dizer que tenho “irmãos”
e ‘irmãs” de coração.
Esse ano que passou realmente foi marcante, não só pelas
coisas boas que aconteceram, mas também pelas pequenas vitórias que eu obtive. As
vezes a gente pensa em entrar em uma briga, se vai valer a pena, se vai ser
cansativo, se vai demorar, e se no final, vai compensar; a gente pensa tudo
isso, e se continuar pensando, é bem provável que deixemos para trás essa
briga, esqueçamos, e damos a vitória ao outro. Confesso que tive essa atitude
no passado, mas esse ano pensei diferente e agi de modo diferente. Sim, resolvi
encarar a briga de frente, de peito aberto, sem medo das conseqüências. Foi
duro, foi exaustivo, foi demorado, mas eu venci. E não fiquei feliz só porque
eu venci, fiquei feliz porque eu lutei pelo que era justo, pelo que era de
direito, e venci sim, mas a vitória não foi só minha, a vitória foi de todos
que por um motivo ou outro, estavam do meu lado quando passei pelo momento que
originou tudo isso.
Enfim, 2014 foi um bom ano, foi cansativo, foi exaustivo,
foi um ano também de muitas dores, muita amargura, mas no fim, pesando tudo,
foi um ano de aprendizado, mas que eu confesso, não gostaria que se
repetisse....e também confesso, estou adorando que ele está chegando ao final.
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O blog entra de férias (ok, sei que ele ficou de recesso até
agora), mas eu prometo que ano que vêm, em meados de Janeiro, eu volto...com o
blog totalmente reformulado e com algumas mudanças sutis, mas que farão a
diferença.
Até lá....e enquanto isso...um FELIZ NATAL E UM ANO NOVO
CHEIO DE MUITAS ALEGRIAS!!!!
Até breve.
Felicidades José Antõnio ... Um 2015 repleto de coisas boas e um Natal tranquilo
ResponderExcluirAté o ano q vem ...
Beijão
José Antônio??
ResponderExcluirFaço minhas a maioria das suas palavras. E que venha um Ano verdadeiramente Novo - e Bom, de preferência.
Boas Festas!
Nada melhor que as experiências para nos tornar mais fortes e mais corajosos e enfrentar os desafios e tirar grandes lições delas... cada ciclo tem seu ensinamento!
ResponderExcluirFico feliz por você mesmo sem saber exatamente em quais acontecimentos se deu a vitória que você citou. Achei seu "relato/depoimento" um pouco evasivo!
De qualquer forma, sucessos e felicidades pra você em 2015!!!
Sentimentos é algo que abala...
ResponderExcluirSucessos em 2015.
Abraços!