quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Quando a esperança de vai...



Dizem que quando não temos mais esperança, nada mais nos resta... Bom, então cá estou!
Pois é, sabemos quando algo não vai bem, quando chegamos no fundo do poço; bem lá no fundo, onde você para, não se movimenta, apenas olha para o alto e vê aquela luz emanando pelo mesmo buraco que você caiu.
Sim, porque se você chegou ao fundo do poço, foi porque você não viu esse mesmo buraco e caiu....esse mesmo buraco que só agora você consegue ver, de outro ângulo, de baixo, de dentro, lá do fundo, esse mesmo fundo enlameado e viscoso que te prende....esse mesmo fundo, daquele mesmo poço, daquele mesmo buraco que você não viu.
Não viu???? Mesmo??? Ou será que viu e fez que não?
É o mais provável.

Nada na nossa vida acontece por acaso, e é bem provável que esse poço já tenha se mostrado para você (ou para mim, no caso), em algum outro momento da tua (minha) vida. E é bem provável que você (eu), tenha olhado para ele, até tenha sentido medo, alerta, ou algo do tipo, até tenha pensando em evitar, mas no afã de caminhar, de seguir em frente, esqueceu do alerta e foi...até tropeçar e cair.

Sim, eu tive um alerta, ou vários... Sim, nesse ponto que cheguei, nessa situação, eu já tinha “visto” isso, não comigo, mas com outro, e sempre tive medo dessa situação, sempre foi algo que me deixou apavorado, e dizia para mim mesmo que não queria isso para mim, que isso não aconteceria comigo, que não deixaria que isso se realizasse...
Doce engano... Não só a vida (ou o destino, que seja) fez com que aquela realidade chegasse, como fez com que chegasse mais cedo.

Assim, olhando bem para o alto do poço, a decisão sábia é sair, escalar, custe o que custar; ou melhor, o preço dessa escalada é justamente esse, aceitar que o medo se tornou real, presente, e que aquela esperança que nada daquilo iria acontecer, aquele fio de esperança de que poderia ser diferente contigo (comigo), se vá....para sempre.