segunda-feira, 29 de junho de 2009

Brotas - dia 3 - parte 2

Chegamos ao bairro de Patrimônio, distante 25km de Brotas. Foi fácil achar, visto que passamos por ele para irmos, e a base da Alaya foi mais fácil ainda...a placa era imensamente pequena....tipo de 3x4 metros...coisa pouca...kkkkkkkkkkkkkkk.

A base fica ao lado da represa do Patrimônio, um lugar lindo, tudo muito calmo e bem cuidado. Chegamos, estacionamos o carro e fomos até a recepção preencher os documentos de praxe (seguro e cadastro). Fomos informados que teríamos que esperar, já que chegamos cedo, cerca de 30 minutos antes do horário marcado.
Sem problema, fomos dar uma volta, ver as belezas naturais e é claro, os mocinhos lindos da equipe...hehe.

No horário marcado, estávamos de volta. O povo já começava a chegar, e os monitores já nos chamaram para colocar o equipamento de segurança.
A atividade se chama “Vôo do Falcão” e consiste em atravessar o vale do rio Jacaré-Pepira, de uma margem a outra por 5 tirolesas, que variam de 180 a 280 metros de comprimento e ficam a cerca de 60 metros acima do nível da água. Depois de chegar na base da última tirolesa (se você não estiver todo cagado), pega-se uma trilha a pé e volta até a segunda base, fazendo assim mais uma tirolesa para voltar a margem de início da atividade.
Tudo isso dura em média, dependendo do número de participantes, cerca de 45 minutos a 1 hora, e cada tirolesa leva cerca de 30 a 40 segundo para ser percorrida.

E lá estávamos eu e Latinha para mais esse desafio.

Depois de colocarmos os equipamentos, fomos até a “base de lançamento”...uma plataforma encravada no barranco, cuja ponta ficava a míseros 8 metros do chão (pareciam 80m). O instrutor prendia o cabo do seu equipamento numa roldana que estava presa no cabo de aço, você sentava nessa “cadeirinha” e pendia o corpo para frente...e a lei da gravidade se encarregava do resto.
A paisagem era digna de uma pintura, isso se você fosse capaz de abrir os olhos....hehe.

Mas Latinha e eu aproveitamos. Realmente a adrenalina é muita, e é bom demais. A paisagem vista lá do alto é maravilhosa, passamos sobre duas cachoeiras do rio, além de passar através das copas das árvores, que é o máximo, pois parece que você vai bater em algum galho...hehe.
Reconheço, precisa de uma dose de coragem para iniciar, porque você olha aquele cabo de aço se estendendo de uma margem a outra, olha aquele barranco imenso descendo vertiginosamente a 60 metros de altura, olha para trás e vê todo mundo te fazendo pressão...dá uma vontade cagar, que dá.....mas depois que você ta no meio do vale, vê aquela imagem linda, depois que você se sente livre no ar, depois que tudo termina....você quer fazer pelo menos mais umas 3 vezes seguidas...pois é muito bom.

Latinha, que é um menino criado pela avó e educado pelas freiras cantoras mancas e surdas do Convento de Nossa Senhora da Ajuda aos Gays Nerds Roncadores, encarou numa boa. Ele foi na minha frente, pois no dia anterior, se sentiu ofendido por ir depois de mim no dia anterior...sabe como é..sua porção mimada falou mais alto.
Então, eu como moço de boa família, educado e criado seguindo as normas francesas de etiqueta, deixei meu estimado amigo ir na frente. Claro que a amizade falou mais alto...afinal, se o cabo arrebentasse, seria mais fácil eu descer o barranco do que ele (já explico melhor). Assim, Latinha foi na frente...todo pimposo.

Lá pela terceira tirolesa, uma das meninas que era do nosso grupo, que também tinha um português mala, lembrou que dava para filmar com a maquina digital. Porque?!...Latinha, todo afoito, foi logo filmando. Resolveu filmar as tirolesas que ainda faltavam e também o amigo aqui.
Bom, os vídeos vocês podem conferir abaixo, atentando é claro, para as frases de Latinha, tipo “Ai, merda!” ou “Ai, ai, aaaaaiiiiiiiiiiii.”.....ahahahahahahahah.

Terminada a atividade, poderíamos ficar por ali mesmo. E foi o que fizemos. Tiramos os equipamentos, tomamos uma água, afinal o sol estava escaldante, e resolvemos que iríamos até a primeira cachoeira, afinal, de cima ela já era linda, de baixo deveria ser mais ainda. E, depois, era só descer um mísero barranco de 60 metros de altura, coisa pouca....hehe.
E lá fomos nós...
Latinha estava todo afoito e quis ir na frente. Quando estávamos saindo da estrada que dá acesso a rampa de lançamento para começar a descer, Latinha, com seus passos de primeira bailarina do municipal, pisa em uma pedra solta (tinham várias...), escorrega, joga as mãos para o alto, se desequilibra (mais do que já é) e cai com o lado direito da bunda ao chão. Em uma performance rápida e ágil (ele se orgulha disso), se levanta e pisa em outra pedra solta (não era na mesma), se desequilibra, joga as mãos para o alto, solta um gemido (quase um grunhido) e despenca delicadamente como uma jaca, estatelando-se ao chão, dessa vez com o lado esquerdo da bunda.
Eu, é claro, um pouco atrás, vendo essa cena lamentável ocorrendo com meu estimado amigo, faço a única coisa que me resta fazer. Sento no chão e me derramo em gargalhadas...coisa pouca...me acesso de riso durou em média uns 15 minutos. Lógico que entre uma risada e outra gargalhada eu fui conferir se meu amigo estava inteiro, ou pelo menos respirando...já que ao menos ele não tinha rolado até lá embaixo....kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Ok gente....foi mal...mas é que vocês não estavam lá...pois foi digno de uma vídeo-cacetada...e foi bem melhor...porque foi ao vivo....ahahahahahahahahahahahahaha.
Latinha ficou todo doído...comigo e por conta da bunda dolorida...kkkkkkkkkkk. Mas fazer o que...eu me certifiquei que ele tava respirando...só me restava rir...kkkkkkkkkkkkk.

Depois é claro, descemos até a cachoeira, tiramos fotos, molhamos os pés na água congelante, e subimos. Pegamos o carrinho, rumamos para Brotas e fomos fazer o ritual banho-arrumar mala-jantar-café no cinema.

O jantar dessa vez foi no restaurante badaladinho, que sempre estava cheio de jovens....estava, pois entramos lá e só tinha família e casal....e ficamos a pensar onde estariam os jovens dessa cidade.....mistério.
A noite estava fria, terminamos o jantar, que foi regado a chopp e a uma bela massa e rumamos novamente para tomar café no nosso velho conhecido cinema (adorei o café de lá e o bilheteiro...hehe).
Depois disso, não restava mais nada a fazer do que ir para o hotel e dormir, para acordar no dia seguinte, terminar de arrumar as coisas e zarpar de volta a civilização.



4 comentários:

  1. Bom, eu tenho muito orgulho do meu amigo Latinha Voador! Nem gritou! Parabéns pra ele!

    Ok, pra vc também, mas quem vai na frente é que é o macho! :-)

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  2. Não, Edu!!! Quem vai atrás é que é o macho... hahahaha!!!!! Olhando assim dá até uma inveja de não estar junto contigo... ops, digo, com vcs nessas aventuras... mas!!! E agora a minha caneca tu quer, né? Patife!!! Hahahahahahaha!!!!
    Beijos, Mr Mabe!!!

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  3. - estado de choque -

    aquilo lá no meu blog... foi o quê? uma declaração oficial e pública? tô meio zonzo... pq sonso eu já sou... hehehe...
    mas falemos mais sobre esses ardores, please!!!!
    bjo

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  4. Ai, ai...
    Esse Mabe determinado e objetivo me encanta... eu até seria capaz de pular amarrado nesse cabo de aço contigo!
    Bjos!

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