sexta-feira, 26 de junho de 2009

Brotas - dia 3 - parte 1

A manhã de sábado começou alegre. O sol mostrou as caras desde cedo. Dormi muito bem, depois das cachaças, dos diversos copos de chopp e dos cafés, além do frio, me fizeram dormir tranqüilo...e nem se importar com o barulho da cama ao lado, inicialmente das teclas do notebook do nosso amigo-caçador-destemido Latinha e posteriormente dos roncos altivos do nosso amigo-urso-hibernando Latinha.
Para variar, acordei primeiro, afinal venho de uma boa família, e como bom rapaz, acordei, arrumei a cama e saí para tomar café e socializar com o restante do pessoal que se encontrava na sala. Adotei a tática de chegar cedo, eis também o porque de levantar primeiro.
Assim, peguei uma boa mesa, os pães crocantes, as frutas frescas (porque depois elas iriam ficar tossidas), o melhor leite e o melhor café. Latinha chega logo depois (deve ter se sentido sozinho no quarto enorme..coitado...hahahahahahaha). Na nossa mesa, sentam-se duas simpáticas (mas nem to bonitas assim) moças; e começam a conversar sobre o que elas iriam fazer.
Eu, que sou entrometido de nascença, pergunto se elas tinham agendado alguma atividade esportiva para o dia. Dizem que sim, que vão fazer cachoeirismo e depois cavalgada, e nos perguntam o que nós iriam fazer...
Digo que iremos fazer só uma atividade a tarde, chamada Vôo do Falcão, que são 5 tirolesas sobre o vale do Rio Jacaré-Pepira, e elas comentam que irão fazer isso no domingo, e que depois querem saber como é.
O papo vai ficando animado, e lembro que elas estavam na noite anterior no mesmo restaurante que nós (o Mirágua, as mocinhas da mesa ao lado...), mas elas não se lembram de nós...
Nos despedimos e trocamos os nomes....as duas eram a Ana e a Darliana, que Latinha fez o favor de comentar em um comentário de um post anterior (e depois ele não quer que o chame de senil...).

Com o café terminado, e a barriga devidamente cheia (leia-se empanturrada) resolvemos que vamos explorar outra parte de Brotas. E lá vamos nós, a pé, subindo as ladeiras. Fomos até a praça da Igreja Matriz, que se não me engano era de Nossa Senhora das Dores. Pensamos em entrar, mas estava tendo missa, e resolvemos voltar mais tarde. Porque reza a lenda, que ao se visitar uma Igreja nunca antes vista, devemos colocar as mãos na parede e fazer um pedido.
E é claro que nós queríamos fazer um pedido, afinal, nada melhor que manter a tradição. Justificável ainda mais, por ser um sábado, dia 13 de Junho, dia de Santo António, de quem sou devoto e o qual todo ano faço o ritual de comer o bolo e pedir para casar... (e não venham dizer que não dá certo, pois o primeiro namorado eu arrumei com essa promessa...hehe).
Mas, deixamos a Igreja para mais tarde, e resolvemos continuar andando pela pitoresca cidade e por suas pitorescas ruas para descobrir mais coisas. Uma grande descoberta é que a cidade não possui semáforo (ou farol, que seja) para regular o trânsito, e que as avenidas são sempre na ordem de duas a cada mesmo sentido, assim como as ruas que cortam as avenidas são de mão dupla...digamos que um caos ordenado (digam agora se eu não tinha razão em usar o GPS????).

Andamos, andamos, andamos e andamos; fomos de um lado ao outro, de cima para baixo por Brotas. Descobrimos casas bonitas, outras feias, diversas pousadas em lugares calmos, mais algumas praças, edifícios públicos, parques e coisas assim. Enfim, to quase escrevendo um guia do tipo “Explore Brotas a pé”....ahahahahahahahahahahahaha.

Voltamos para Igreja, entramos, rezamos, tirei algumas fotos, andamos mais um pouco pela praça e retornamos ao hotel. Tínhamos que trocar de roupa, colocar algo mais “esportivo” já que iríamos para a base da Alaya que fica em Patrimônio, um bairro afastado 25km do centro de Brotas, além de termos que parar na padaria para comer algo.
E foi o que fizemos. Roupas trocadas, voucher na mão, mochila com alguns suprimentos tipo toalha e roupas, e lá vamos nós para a aventura das tirolesas. Paramos para comer algo na padaria perto do hotel e acabamos por encontrar uns amigos de Jorrrrgeeee (lembram do carioca gostoso da Verticélia???). Perguntaram como estávamos e se íamos fazer raffting também; dissemos que não por conta do frio, mas que estávamos indo fazer o Vôo, e que seria legal. Eles iriam fazer o raffting, mas se interessaram pelo Vôo e iriam tentar agendar.

Nos despedimos, e entramos no carro questionando onde estaria Jorrrgeeee...que pelo jeito devia estar mamando em alguma garrafa de cerveja em pleno sábado a tarde de sol.
Pegamos a estrada em direção ao Patrimônio ao som de Paula Toller (trilha sonora oficial do passeio) e mais ou menos uns 20 minutos depois, estávamos no acesso a base da Alaya onde ficava a atividade.

Hehehehehe...aguardem o próximo post....e por hora se deliciem com algumas fotos...
(Igreja Matriz)


(mais um parque linear)


(casa singela ao lado da Igreja)


(cascata e espelho d´água da praça central)
(essa colunas já são conhecidas, certo??????)

2 comentários:

  1. Voa, passarinho, voa... (era o Sócrates que cantava?) Quero ver os dois avuaaaaando...

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