sábado, 25 de fevereiro de 2012

Despertar

Alguém já acendeu uma fogueira? Uma churrasqueira? Um forno, que seja?

Bom, pelo menos umas das opções você já deve ter feito, e seja em qualquer uma delas, o procedimento é o mesmo, existe uma faísca, uma chama piloto e um elemento combustível, que desencadeia uma reação que você só irá conseguir controlar se retirar um dos elementos presentes.

Assim foi comigo! Confesso que tive, novamente, desencadeada uma reação, que considerava que estivesse sob controle. Ledo engano.

Ele chegou manso, pelo lado profissional, foi ganhando terreno e quando se sentiu a vontade, se apresentou como realmente era. Eu entrei no jogo e joguei mais lenha na fogueira, afinal, queria mesmo ver pegar fogo.

Algum tempo se passou e minhas investidas finalmente foram aceitas, e ele se aproximou mais, bem mais. Veio, vi, abracei. Veio novamente, abracei, beijei.

E mais uma vez, se foi...

E o fogo se apagou, mas as cinzas ficaram ardendo ainda por um tempo, ficaram aquecidas e reforçava a cena de que ali tinha ocorrido uma reação, que deixa marcas.

E lá estava que, novamente, lidando com o que achava que estava resolvido, com o que eu imaginava ter o controle, mas não tinha, nunca tive e nem sei ao certo se quero ter.

Lá estava eu, novamente, pensando nele, e nos outros, que também vieram e também se foram, e pensando nos outros, que um dia virão.

Lá estava eu, tentando entender o que foi feito para não se entender, tentando achar culpados, culposos, réus e vítimas, para algo que nem se quer houve crime.

Lá estava eu, novamente, percebendo que dentro de mim ainda bate um coração, enorme, que pulsa por alguém...que virá algum dia...

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