Ultimamente, algumas palavras estão mais presentes em minha
mente, talvez por estar vivenciando certas situações diárias, talvez por estar
em contato com mais e diferentes tipos de pessoas, não sei, só sei que certas
palavras, e algumas em especial estão “martelando” nos meus pensamentos. Uma
delas é VALOR.
Não vou discorrer aqui sobre valor no sentido de dinheiro,
afinal, isso também é sugestivo e fica para outro texto. Quero aqui escrever
sobre o valor que as pessoas dão as coisas que possuem, e mais precisamente as
oportunidades a que passaram.
Presencio situações inusitadas, onde algumas coisas tem mais
valor que outras, para certas pessoas, e divergem de outras, na mesma situação.
Tem mais valor, guardar uma lata de refrigerante, uma garrafa pet, uma embalagem
de leite vazia para, qualquer dia, reciclar, do que a comida que foi assada no
dia anterior, mas não poderá ser totalmente reaproveitada na data de hoje e
segue com destino certo para o lixo. Tem mais valor não matar a abelha que
entrou e não consegue sair, do que regar a planta que existe no ambiente. Tem
mais valor, desdenhar da oportunidade da pessoa ir viajar para o exterior,
dizendo que quando teve a oportunidade de ir, foi desagradável, do que elogiar
e estimular essa oportunidade de conhecer novas culturas. Tem mais valor, achar
que a comida com nome estrangeiro é melhor, e que nós, brasileiros, somos
ignorantes de não comer, do que favorecer e oferecer algo diferente e regional,
destacando a cultura simples a que está inserida.
Não sei se foi a minha criação, a educação que recebi de
meus pais, o ambiente em que fui criado e que me ensinou a dar valor a coisas
simples, a estimular cada pequeno passo, cada pequena conquista, por mais
singela que seja, mas que representa muito na vida de uma pessoa. Não sei se
sou eu que superestimo tudo que possuo, tudo que conquisto, pois vem de uma
forma não tão fácil, “suada” e com muita vontade, e sendo assim, dou um valor
“alto” a elas. Não sei se sou eu, que vejo as coisas diferentes e por isso não
me encaixo nesse mundo “subvalorizado” ou se estou mesmo fora de sintonia.
Só sei que às vezes isso me assusta, me cansa, me
entristece. Além de achar estranho... Acho estranho escutar isso da boca de pessoas
que, no fundo, praticam ações que vão contra o que elas mesmas pregam, praticam
uma espécie de “bom-mocismo”, quando na verdade, ao estarem só ou protegidas
pelas paredes de sua casa, fazem o que tanto desdenham. Enoja-me esse “puritanismo
de fachada”, usado para conquistar as pessoas; não é disso que precisamos, não
é isso que uma sociedade, dita evoluída, deve praticar.
Eu não sou santo, não sou perfeito, não sou fácil de
conviver, mas pelo menos eu procuro ser sempre verdadeiro; não faço ou digo
coisas na frente dos outros e pratico outras, procuro sempre entender o
próximo, me colocar no lugar dele, e principalmente, não ter nenhum tipo de preconceito
ou “pré-conceito” como eu prefiro dizer. Eu tenho os meus valores, seja eles
superestimados ou não, sei lá, mas eu procuro sempre que eles sejam
verdadeiros, sejam simples, e estejam de acordo com meu coração. Não dá para
crer em alguém que coloque valores dúbios para algo de valor único.
Como disse, é difícil, estranho, muitas vezes incoerente,
mas isso se tem tornado algo de contato corriqueiro no meu dia a dia. Se vai
servir para algo? Não sei. Um amigo diz que tudo na vida são aprendizados, se
for, que seja para eu aprender a não praticar, para não fazer, e
principalmente, para não ser uma pessoa assim...
"Eu não sou santo, não sou perfeito, não sou fácil de conviver, mas pelo menos eu procuro ser sempre verdadeiro; não faço ou digo coisas na frente dos outros e pratico outras, procuro sempre entender o próximo, me colocar no lugar dele, e principalmente, não ter nenhum tipo de preconceito ou “pré-conceito” como eu prefiro dizer. Eu tenho os meus valores, seja eles superestimados ou não, sei lá, mas eu procuro sempre que eles sejam verdadeiros, sejam simples, e estejam de acordo com meu coração. Não dá para crer em alguém que coloque valores dúbios para algo de valor único." Dizer mais o que? Assino em baixo ... aprendi isto com a vida ao longo de meus 61 aninhos bem vividos ...
ResponderExcluirPreciso aprender mais contigo. Bora pra Pira comer bolo de cenoura? Adooooro!!
ResponderExcluirO dia a dia no comércio e em qualquer outro lugar, conforme o aluno, é um aprendizado constante. Do bom..e do ruim.
ResponderExcluirQue bom que você sabe distingui-los. Aprender o que "não fazer" é prioritário.
Beijos Mabe
Ps: Bolo de cenoura????Vem pelo correio? rsr
Ah! você esqueceu de dizer que é indeciso, Oops...
ResponderExcluirContraditório, quero dizer! kkk
Viver "em sociedade" não é uma coisa fácil... mas aprender a costurar o que queremos no meio de tudo isso é com certeza um aprendizado valioso. No mais... acho que entra maturidade, entra o querer e entra também "a precisão"... e faz parte!
;-) Abração!
Acho que é bem por aí... o pObRema é que às vezes a gente precisa "fazer o jogo do bandido"... Agora que tu tens um negócio onde lidas diretamente com "pessoas" vais comprovar o fato... hhehe!
ResponderExcluirE não sei nada sobre essa minha "queda" por Matheuses... hahhahahaha!
Bjs!