terça-feira, 16 de outubro de 2012

Retorno


Depois de algum tempo sumido, cá estou eu de volta novamente retornando...kkkkkkk. Muitos substantivos só para dizer que achei um tempo para escrever.
É bom voltar a escrever, relaxa, desabafa e me satisfaz muito. Nesses últimos dias, quem me acompanhou de perto sabe o quanto eu estava tenso, praticamente como uma corda de violino.
Ah, violino....tão belo instrumento. Algum dia vou aprender a tocá-lo. Mais um desejo para a minha lista de intermináveis desejos. Quem sabe não aprendo a tocar e vou a Paris, muito bem acompanhado e coloco-me a tocar em plena praça da Torre Eiffel.
Paris...mais um sonho a ser realizado. Em breve? Pode ser, quem sabe. Enquanto isso ficamos a sonhar, pois os sonhos alimentam a alma, fazem bem e nos fortalecem para que busquemos maneiras a realizá-los.
Nossa...confesso que me peguei em uma “vibe” filosófica. Será que foram as seleções de músicas para o café? Deve ter sido, em especial as francesas, com destaque para as do filme “Amélie Poulin”, o qual eu amo de paixão.
Definitivamente, devo ter sido francês em vidas passadas. Adoro Paris, adoro culinária francesa, adoro sua arte, sua cultura, adoro até mesmo o mau humor francês. É, acho que fui...

Em tempos de melancolia, ou seriam de romantismo, me pego a pensar em vários assuntos...vários assuntos...dos mais diversos tipos, cores e formas, que vão desde minha já citada situação financeira, a também já citada situação empresarial e a não tão citada situação amorosa.
Ops!!! Situação amorosa??? Onde produção??? Em que parte do meu universo isso se encaixa??? Será que ficou naquela parte cuja etiqueta diz “deixar de lado para resolver mais tarde”? Pois eu tenho quase certeza de que essa parte recebeu outra etiqueta dizendo “ignorar solenemente, assunto sem prioridade”. Kkkkkkkk. Mas o certo mesmo, é que sem querer essa parte sempre vem a tona, por mais etiquetas, rótulos ou coisas que eu jogue por cima para esconder, sempre sobra um pedacinho dela aparecendo.
Nossaaaaaa....péssimo isso. Me peguei filosofando em duas partes do texto em menos de uma página. Realmente, estou precisando seriamente  de dinheiro para poder fazer umas compras e esquecer pensamentos amorosos...kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Como se isso resolvesse mesmo a situação....
Mas, já que ela está ai, batendo forte em mim, porque não resolver? Boa pergunta produção. Quem se qualifica a responder? Alguém quer pedir ajuda aos universitários? Alguém tem a cola da resposta? Alguém quer arriscar a trocar a resposta “não sei” por outra? Última tentativa... Alguém???
Bom, cá estou eu mais uma vez, de frente novamente com o boi, e não sei se corro ou se o pego pelo chifre. Como resolver isso? Como resolver que eu sinto falta mas ao mesmo tempo me é confortável não ter o que eu quero? Freud explica? Não também. Ajuda, mas a terapia não explicou. Mostrou caminhos...já trilhados e que deram fruto. Uma vez. E não adianta dizer para ir pelos mesmos caminhos novamente. Já fiz e não deu certo.
Mudar o caminho? Ótima sugestão. Também já foi feita. E o resultado foi o mesmo. Cheguei aonde cheguei. Ou seja, a lugar nenhum. Ah ta, claro, me esqueci...a vida trouxe aprendizado, conquistas, perspectivas, visões e tudo mais para agregar e crescer...mas...sempre tem a famigerada palavra “mas”...cá estou eu. Aqui.

Não, não estou reclamando. E mesmo que estivesse também seria um direito meu. Mas de fato, não estou. É como disse acima, de uma forma ou de outra me pego em uma situação contraditória...sinto falta do que não tenho, mas me é confortável não ter. Estranho isso...
Pronto...estava demorando para eu usar essa palavra “estranho”...demorô! Ahahahahaha. Quem me lê, sabe que eu sempre acho muita coisa estranha, várias....e no fundo eu também me acho estranho. Vivemos em um mundo estranho, de pessoas estranhas. Quase uma “festa estranha com gente esquisita”...só está faltando as bebidas. Ops, não faltam mais....eu tenho um café e posso prepará-las...
É, filosofei, divaguei, literalmente “enchi lingüiça” (no bom sentido). Melhor voltar a escutar músicas francesas. Melhor retomar minha leitura de Simone de Beauvoir. Melhor eu ir tirar um café...

2 comentários:

  1. Toca aqui....rsrrs. Esse texto podia ter sido escrito por mim.

    "...sinto falta do que não tenho, mas me é confortável não ter. Estranho isso..."...literalmente.

    Beijos, estranho não tão estranho.

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  2. Você tira um café delicioso. E um texto também!

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