segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Desapegos...

De uns tempos para cá (anos, meses, semanas ou dias...) eu tenho aprendido algumas coisas, e uma delas foi ter desapego...
Confesso que sempre fui apegado a certas coisas, principalmente aquelas que conquistei ou que me eram muito queridas, sejam essas materiais, afetivas ou pessoas, não importa a “classe”, eu era sim apegado a certos “itens” da minha vida...

Mas, como nessa vida, que deve ser vivida sem regras ou sem saber quando irá se acabar, fui aprendendo algumas coisas, e dentre essas, está o desapego...

Ultimamente, e não posso dizer que isso foi fácil, mas sim necessário, me desapeguei de bens materiais, de dinheiro, de ter ou não ter as coisas; me desapeguei também de sofrer, de ser triste ou alegre, de rir ou chorar, confesso que não tem sido fácil arrancar de mim uma lágrima ou um sorriso; e, acho que infelizmente, me desapeguei das pessoas...

Não sei se isso é bom ou mal, ainda não consegui mensurar isso, mas só posso dizer que a cada dia, feliz ou infelizmente, eu aprendo a ficar cada vez mais só, e não por falta de oportunidade, acho muito mais que é por realmente, ter me desapegado dos outros, não sentir “tesão” ao estar com quem quer que seja.......

De duas uma....ou isso muda, ou eu acabo virando um misantropo....

6 comentários:

  1. Desculpe, mas esse modo como você está descrevendo, ao invés de desapego, está parecendo mais desistência. Concordo que uma dose de desapego, em especial com as coisas materiais, é muito importante. Existem pessoas que passam a vida apenas se guiando por isso, sem viver de fato. Mas, não concordo quando você estende esse conceito às pessoas. Interessante é que, mesmo sem te conhecer, apenas pelos seus comentários (sempre muito bem colocados, fazendo todo o sentido!), você me parece ser uma pessoa com uma experiência de vida muito rica e, de certa forma, esse “discurso” não combina muito com você. Estou certo?

    Eu sei (e entendo) que existem momentos em que precisamos voltar nossos sentidos para dentro de nós mesmos. Em geral isso acontece quando mudanças importantes se aproximam. Porém, em algum tempo após esse “mergulho”, necessitamos retornar, fortalecidos, para a nossa vida plena. E isso só se dá quando temos alguém muito especial que compartilhe o nosso caminho.

    Obrigado por suas palavras de apoio lá no bloguinho. Acredito que se você ler direitinho o que escreveu, verá que aquelas belas palavras servem também pra você.

    Abração

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  2. RSRSRS talvez seja fases , as vezes to pra conversar e estar ao lado de pessoas e a em tempo não aguento nem ouvir a voz delas e me isolo por um bom tempo. Meio ridículo que vou falar mais quase que hibernando dentro da minha caverna meu mundo sem preocupações aleias e apegos .

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  3. Nada a comentar ... só mesmo assinar e aplaudir o comentário do Adriano! Perfeito ...

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  4. Deixar ir é muito bom. Um misantropo grisalho tb! Hahaha! Gui Rebustini WHO?! Vasculharemos...

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  5. Eu tb aprendi com o teu amigo TEMPO (do post de 16 nov) a desapegar, ou melhor, a aproveitar o momento e não sofrer tanto pelas perdas e pela ansiedade do TER! mas eu não desisti das relações de conhecer as pessoas, de criar novos momentos e aprender coisas novas todo dia! Mas é uma equação dificil, eu gostaria de ser mais ZEN e entender melhor os caminhos das pessoas! Acho que vou reler o que o Adriano escreveu!

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