quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sobre monges e hábitos


                Existe um ditado, que eu particularmente acho certo, de que o “hábito não faz o monge”; e eu concordo!
                Nesse ramo, de trás do balcão, atendendo, ou mesmo algumas vezes por ai, sendo atendido, posso ver como as coisas são diferentes, como as pessoas encaram as vestimentas, normais ou uniformes, de forma diferente e por vezes, contraditória.
                Não existe uma regra, ou melhor, se existe uma regra, acho que seria a de ser acima de tudo, educado em todas as esferas desse universo, independente do tipo de roupa que se utilize. Mas, o que vejo por ai, são pessoas bem vestidas, bem arrumadas, mas como uma educação que simplesmente “passou longe”. Por contrário, pessoas com roupas simples demonstram uma educação exemplar.

                Toco nesse assunto, pois em particular, sempre fui avesso a moda, a tradições, a conceitos ou pré-conceitos; sempre fui o “do contra”, aquele que só faz o que quer (certo, Latinha?) e quando quer, mas mesmo assim, sempre procurei respeitar o limite alheio, a educação que me foi dada, e acima de tudo, respeitar os outros.
                Em poucos empregos que tive, trabalhei de diversas formas; algumas com uniforme, outras sem, outras de forma casual e outras de forma mais formal, mas sempre consegui ter personalidade própria, na real, sempre mantive a minha personalidade, independente da roupa que uso. Acho a frase “vestir a camisa da empresa” uma completa idiotice se for levada ao pé da letra; existem mil maneiras de se comprometer com o trabalho...

                Costumo atender, de forma mais ou menos rotineira, um grupo de clientes que sempre estão de terno e gravata, de maneira formal, com o simples intuito de se mostrarem como “homens bons”, nas palavras deles mesmos. Mas, a realidade não é sempre assim. Ao me fazer de invisível, qualidade essencial em certos momentos, você se torna alguém que ouve, vê, percebe situações que não condizem com a imagem a que querem passar, e, particularmente falando, acho deplorável isso.
                Não vejo necessidade de nos escondermos atrás de simples tramas de tecidos, com ou sem etiquetas de marca, para sermos ou não aceitos, para aparentarmos ou não uma posição, uma imagem; acho que vale muito mais os atos, as atitudes, as ações em si, do que a imagem aparente.
                Como disse, não me enquadro em conceitos; eu trabalho de bermuda, seja frio ou calor, me sinto bem assim, me dá liberdade, agilidade, me traz conforto; eu não uso uniforme, até pretendo utilizar por uma questão econômica, mas mesmo assim, de forma personalizada, e não para aparentar ou almejar uma posição, um status, ou mesmo demonstrar conhecimento, como vejo por ai. Não, eu trabalho como eu quero, mas acima de tudo, seja da forma como estiver vestido, eu trabalho sempre pensando no respeito a que tenho que ter com as pessoas que me cercam.

                Ok, ok, ok, não vamos generalizar, não dá para todo mundo ir trabalhar como quer (confesso que sou uma exceção), mas o que quero dizer, a linha que quero pegar, é que não podemos julgar as pessoas pelas suas roupas, algo que infelizmente, em uma sociedade consumista, isso é muito comum. E é mais comum do que imaginamos. Já peguei muitos textos de blogs, alguns antigos, em que os caras eram julgados até mesmo pela relação idade x carro (tipo, ter certa idade e carro popular, era sinônimo de que ele não “venceu na vida” e não era bom partido)...sim, já li textos assim (perdi o autor, mas era bem comentado). Acho horrível isso, acho péssimo alguém julgar outros por suas posses e não pelo que ele é....algo que, como disse, infelizmente é mais comum do que imaginamos.

                Enfim, pensamentos soltos sobre um assunto que me rodeia...de forma rotineira. Algum dia volto com mais profundidade nele...e daí entenderão o porque ele me atormenta por vezes...hehehehehe.

4 comentários:

  1. Muito bom... hehe! Por esses e outras que sempre penso nas pessoas sem roupa... hahahaha! 814 agora??? Hahahaha! Bjos!

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  2. coberto de razão.
    não dá, afinal de contas, para julgar o livro apenas pelas capas né?

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  3. Meu julgamento final, daqueles de bater martelo, sobre uma pessoa também passa necessariamente por vê-la nuzinha em pêlo!! :-)

    Mas você tá certo, claro, como quase sempre!

    (Hmmmm... seu amigo falando em despir-se e você falando de roupa...)

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  4. Olá querido Mabe,

    Eu gostaria de ter seu e-mail ou qualquer outro contato. Obrigado pela força de sempre.

    Abs,

    Ninguemporai01@yahoo.com.br

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