Os
dias se passaram, os pensamentos foram muitos, e algumas decisões foram
tomadas, no todo, foi e está sendo um momento importante esse período
sabático...
Por
um tempo, fui visitar um velho e grande amigo meu, que sempre me dá bons conselhos,
me acolhe, ouve minhas palavras e simplesmente me abre a mente, mostra
caminhos, mostra oportunidades, mostra que a vida pode ser melhor do que é hoje
ou do que foi ontem.
Estar
nesse momento, passar por essas dificuldades, se sentir no fundo do poço enlameado,
não é fácil, confesso que requer muita vontade de sair, de manter a cabeça para
fora, mas ao mesmo tempo, te ensina grandes coisas, te faz olhar a vida, as
pessoas, o todo a sua volta de uma maneira bem diferente daquela a qual eu
estava acostumado.
Não
sei quando sairei definitivamente desse local, só sei que sairei, demore o
quanto demorar, sairei, pois eu quero sair, e acredito que quando desejamos
algo, isso acontece; mas precisa desejar mesmo, com fé, com esperança, com
amor.
E
não basta desejar, você precisa aprender. Precisa aprender a deixar algumas
coisas para trás, a rever preconceitos, pré-conceitos e mesmo seus conceitos,
precisa aprender a olhar a vida com outros olhos, a ver as coisas de uma
maneira mais simples, com mais pureza e fraqueza, afinal, a vida vai lhe
mostrar o quanto ela é bela nas suas menores coisas, justamente aquelas a que
você não dava importância.
Além
disso, você verá o quanto pequeno você é, o quanto somos insignificantes, o
quanto o outro que tenta lhe atingir não é nada, é apenas o valor que você dá
para ele, e isso só depende de você escolher qual valor quer dar.
Eu
vou sair, não de qualquer jeito, vou sair diferente, bem provável que saia mais
duro, mais frio, menos romântico, mais prático, menos individual e menos
coletivo também, afinal, algumas coisas se perderam, e se perderam porque não
eram necessárias, não eram essenciais.
Eu
vou sair, mudado, bem mudado; vou sair com um sorriso na cara, daqueles que se
mostram sempre, mas não porque eu venci e sim porque eu tive a oportunidade de
perder, de cair, de descer até o fundo, e de lá poder voltar, poder olhar para
cima, para os lados, poder olhar para o todo e agradecer por estar de volta,
mas também agradecer por ter caído, pois é lá embaixo que você aprende, é
olhando para o alto, do fundo do poço e vendo apenas uma pequena abertura, que
você percebe o quanto você é grande, e o quanto você merece...
Não
é de cima que se avista o todo, é de baixo que se tem toda a real dimensão.
Os melhores navegadores são celebrados por conta das tempestades que enfrentaram, meu amigo. E adorei "... é apenas o valor que você dá para ele...". Perfeito!
ResponderExcluirtenso mas verdadeiro ... qdo queremos não há tempestade q nos faça submergir ...
ResponderExcluirbora viver queridão
Aprender a deixar algumas coisas para trás é uma coisa muito importante e que custa de ser aprendida...
ResponderExcluirE eu nunca duvidei que você vai sair dessa... ;-)
É verdade, uma coisa q eu aprendi é que o único jeito de sair é mudado, senão ficamos presos, estanques. boa sorte, e se precisar de um ombro amigo, estamos aqui.
ResponderExcluirVitórias e derrotas são coisas que podemos ver/avaliar por incontáveis ângulos.... acho que escolheste um bom neste caso. E caro amigo: o TPM já é configurado pra celular! Hehehe! Bjos e força nessa peruca grisalha!
ResponderExcluirNão conhecia o teu blogue gostei muito. O nome é muito alto astral e os temas muito interessantes.
ResponderExcluirA frase final deste post é muito forte. Claro que me imaginei a sobrevoar a cidade ou a andar por ela a pé. A primeira é linda; a segunda é realista e muito mais bela ainda.
É bom sairmos do "plano" habitual e ver as coisas de fora, mas é importante não perder a noção de escala.
Abraço.