Eu
tinha feito outro texto, mas ele era longo e cansativo, e mesmo após ter lido e
relido, não achei meios para fazê-lo ficar menor e mais interessante, sendo
assim, achei melhor que ele fosse para o limbo.
Desse
modo, não restam muitas coisas a escrever, apenas pequenas coisas a relatar,
visto que nesses últimos dias, que não estão sendo fáceis, poucas coisas
aconteceram; ou muita coisa pode ter acontecido, mas eu acabei não
percebendo...
Aquela
lama que estava no fundo do poço, pela falta de chuva na região e pela baixa
umidade relativa do ar nesse outono quente e atípico, secou; mas isso não quer
dizer que ficou mais fácil sair, muito pelo contrário, a lama secou e endureceu
em uma terra compacta e firme, segurando ainda mais quem lá estava, nesse caso
específico, eu.
Acho
péssimo ficar dando murro em ponta de faca, é cansativo, estressante e muito,
muito improdutivo, mas também é péssimo ficar sempre reclamando de tudo sem
fazer nada; então, vamos fazendo um pouco dos dois, continuo dando murros, quem
sabe uma hora eu acerto o alvo, e continuo reclamando, bem menos do que antes.
Tem
hora que você está com o maior alto astral, cheio de energias, de alegria, de
força de vontade, hora essa que você acha que tudo dará certo, que tudo é
apenas passageiro, hora em que você realmente acredita que tudo vai mudar com o
caminhar do ponteiro maior do relógio; mas tem hora que a realidade bate a tua
porta, ou melhor, ela não bate, ela simplesmente chuta a porta violentamente e
entra, mostrando que é ela quem domina a situação. E você fica lá, com aquela
cara de cachorro pidão, com um “bico” que faria inveja ao mais lindo pelicano, com
aquela cara de quem sabe que tudo, foi ao menos em parte, em vão.
Mas,
sempre existe essa pequena palavra, mas...mesmo assim você vai dormir e pensa
que outros dias virão, que aquela realidade que hoje se mostrou tão feia e
triste, pode também um dia se mostrar linda e alegre. Resta ter paciência para
esperar...
Posso
dizer que ao escrever esse texto, me vem a mente que paciência, fé e força de
vontade, por vezes caminham juntas, e por outras vezes são esquecidas pelo caminho.
Pode ser que seja esquecidas por conta da pressa, por conta da emoção, ou mesmo
porque queremos que as coisas sejam como achamos que devem ser, e elas não são.
O
caminho também nem sempre colabora, as vezes ele se mostra plano, pavimentado,
cheio de flores e passarinhos cantando alegremente a sua volta, mas em outros
trechos é como um deserto seco e infértil, que coloca a prova todos os seus
recursos físicos e mentais, para ver até onde você agüenta ir.
Não
posso dizer que meu caminho não esteja nessa fase agora, essa fase seca, dura,
árdua, que exige muito da mente e do corpo. Muitas vezes me sinto carregando o
mundo nas costas, com um peso enorme sobre os ombros, com vontade de pelo menos
dar parte dele para ser carregado por outra pessoa ou deixá-lo pelo caminho;
mas daí eu lembro que esse mundo é meu, e eu sou responsável por ele, então só
eu posso carregá-lo, do mesmo jeito que só eu posso considerá-lo leve ou pesado,
só eu posso enchê-lo oi esvaziá-lo.
Ser
responsável não é algo fácil, mas tem hora que você precisa escolher se quer
continuar a ser, ou não. Eu escolhi continuar, escolhi manter minhas escolhas,
honrar meu caminho já percorrido, aprender com meus erros e curar as minhas
feridas, mesmo que isso leve tempo, mesmo que isso seja penoso, mas tudo isso
faz parte de algo muito maior, que eu chamo de crescimento.
Ouvi
dia desses, que “a felicidade está dentro de você, então pare de procurá-la
fora”, e concordo. Apesar de nesses momentos, nos piores momentos, geralmente
ficamos cegos, é preciso parar, descarregar o mundo das costas, sentar no chão,
relaxar o corpo e sentir que ainda existe, dentro de você mesmo, uma pessoa
boa, uma pessoa que mesmo maltratada e surrada pela vida, ainda acredita que
tudo vale à pena.
Aposto
que ao se levantar e colocar o mundo novamente nas costas, ele estará bem mais
leve que antes...
Meu filho... seja esperto: se o mundo está pesado... arranja alguém pra te ajudar a carregar, nzé? Hehehehe! Andavas "mudo" então?!? Olha que vovó já dizia: criança que anda muito quieta é pq está aprontando alguma arte... hehehe! Bjos!
ResponderExcluirvamos nos acostumando com o mundo e com a vida ... por isto eles vão ficando mais leves ...
ResponderExcluirLi o texto todo pensando no texto que vc havia escrito, curioso!
ResponderExcluirVc não precisava ter mencionado isso...