Às vezes fico surpreso que as
pessoas, os amigos, vêm até mim para conversar, pedir conselhos e fazer
confissões. Justamente eu que às vezes tenho fama de emburrado, de cara
fechada, daquela pessoa que é temperamental.... Mas, vá lá, as pessoas sempre
me procuram quando tem problemas, acho que justamente porque sabem que sou um
poço, daqueles sem fundo e que nunca vou dizer nada aos outros. Ou também
porque sou sempre sincero, e que não vão escutar palavras vazias de acalanto,
mas sim palavras que podem até parecer duras, mas que poderão ajudá-las.
Nessas últimas semanas tenho
visto o humor de uma grande amiga mudar consideravelmente. Ou melhor, de uns
meses para cá.
Digamos que tudo começou com uma
bela paixão, daquelas arrebatadoras que surgem de modo inesperado, em ambiente
complicado com fatores mais complicadores ainda, tanto já existentes quantos
futuros.
Houve alegrias, houve tristeza,
telefonemas em plena noite de sexta-feira chuvosa com voz de choro porque
queria alguém para conversar, houve muita conversa, muita fala, muito
silêncio...digamos que houve “um muito de tudo” junto e separado.
Mas, os dias se passaram, as
semanas foram caminhando e a relação deles foi tomando rumos, ora desenhados,
previstos, ora imprevistos. Viagens foram feitas, noites foram passadas juntas,
bons vinhos foram degustados (ou não), sorrisos foram mostrados, carinhos
trocados, discussões iniciadas e encerradas. E os dias continuaram a passar...
E nesse passar, muita, ou pouca
coisa, mudou; e esse mudar a levou a outros caminhos, a outros ambientes, por
vontade própria ou não, gerou novas perspectivas, novos rumos, novos amores. E
agora, o que antes era amor, virou desamor, virou um desapego tão grande que a
simples menção do “ex-amor”, faz com teu humor mude da água para o vinagre,
pois até mesmo o vinho (não) degustado faz lembrar-se dele.
E nesse meio, eu fui o
confessionário, o que ouviu, o que viu, o que disse o que era preciso dizer ou
o que simplesmente ficou em silêncio quando nada mais poderia ser dito. Não
iria agora adiantar dizer “eu te disse”, e nem dizer “lembra do que você
falou?”, afinal, as coisas mudaram, a vida mudou, o mundo seguiu seu curso como
deveria ser seguido, como muitas vezes já estava escrito, mesmo que não
saibamos quais e nem quantas eram essas laudas.
Não adianta agora “chorar sobre o
leite derramado”, “ser vidente do passado” (como diz um amigo), e nem ficar
amargurando remorso ou rancor, agora é simplesmente...deixar ir...
O que fica, o que eu espero
sinceramente que tenha ficado disso tudo, é a lição, o aprendizado, o momento
vivido, tanto os momentos bons quanto os ruins, pois cada um tem seu valor, a
seu modo. O que fica é o caminho percorrido, o trajeto trilhado; pois o final,
ah, o final, por mais que o idealizemos, só o final sabe como ele será...
e a vida continua meu amigo ... q fique mesmo "a lição, o aprendizado, o momento vivido, tanto os momentos bons quanto os ruins, pois cada um tem seu valor, a seu modo."
ResponderExcluirGosh! nem sempre é bom pser um poço...vai chegar uma hora que voce nem vai ser bau e nao vai aguentar guarda mais nada.
ResponderExcluirParece meio piégas dizer isso, mas o tempo é um santo remédio... com ele, a gente aprende que tudo passa, por mais que naquele momento parecesse que não ia... e que o mais interessante é guardar as coisas boas, ver as lições que podem ser aprendidas e deixar o resto ir...
ResponderExcluirO tempo inclusive cuida das magóas, que por vezes nos levam a essas variações...
Abração! ;-)