quinta-feira, 6 de março de 2014

Sobre o (quase) nada...

Confesso que nunca sei como começar um texto, ainda mais quando se fica um tempo sem escrever e quando se quer escrever sobre várias coisas...
Eu sempre fui um cara quieto, no meu canto, por vários motivos, e isso fez com que eu desenvolvesse um senso de observação muito bom. Depois de alguns anos de terapia, alguns N livros, várias conversas, e outros tantos interesses nas mais variadas “formas” de pessoas, posso dizer que, de algum modo, eu me divirto observando e percebendo os vários jeitos, trejeitos, tipos e qualquer outro adjetivo que se possa utilizar, para perceber algumas particularidades das pessoas ao meu redor...

Posso dizer também, que tudo isso faz parte de um (eterno) aprendizado, pois novas pessoas surgem a todo o momento em nossas vidas; assim como outras tantas se vão, criando ciclos e ciclos que se alternam. E se tem algo que eu sempre gostei, foi de aprender...

Uma ótima percepção nesses tempos, foi que realmente eu entendi que prefiro a qualidade do que a quantidade, e não me importa do que. Pode ser a coisa mais simples do mundo, mas se ela tiver qualidade, com toda a certeza, ela me conquistará.
Eu não sou de grandes luxos, nunca fui, mas acho que qualquer um que tenha pelo menos pleno juízo, prefere algo bom. E nem estou dizendo de coisa cara, não, digo que qualquer coisa. Pode ser de um simples pastel de feira até um jantar degustação no D.O.M., não importa, contanto que tenha qualidade.

Na mesma linha, acho sim que, quem se contenta apenas com quantidade, se contenta com pouco. Tem seu mundo limitado, estreito mesmo, e não quer sair de sua (pequena) zona de conforto. Ter, comprar, beber, comer, fazer, pelo simples fato de mostrar que pode, e muito, não é classificação para o mais importante, que é ser. Infelizmente, são poucas pessoas que entendem...

Algo que já venho percebendo a tempos, e até já comentei por aqui, é a relação entre a sociedade e o avanço tecnológico, ainda mais quando o assunto é mobilidade e redes sociais. Se eu fosse fazer uma analogia simplista, redes sociais servem para integrar as pessoas; algo que não se vê hoje em dia. Nessas horas, as vezes eu acho que é valido usar as palavras de minha mãe – “maldito Jobs!” – que re-inventou o celular e o modo de interação com ele, deixando de ser apenas um telefone e passando a ser um “quase-tudo-e-que-as-vezes-serve-de-telefone”.
Eu fiquei sem celular (ainda estou enquanto escrevo esse texto), e posso lhes dizer, não senti falta. Os outros sim sentiram, pois pararam de falar comigo mesmo tendo outros meios de comunicação... Fora isso, esse avanço de programas, gadgets, aplicativos e o diabo a quatro para se comunicar, acabam deixando você “preso” a alguns, digamos, conceitos...você só pode falar com quem é da mesma operadora porque é mais barato, ou porque você usa determinado programa de mensagens ou porque você tem determinado aplicativo, e com isso, vai criando barreiras, que antes não existiam quando simplesmente as pessoas queria falar entre si.

Também tenho percebido que a máxima “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”, procede. Na mesma linha, posso citar que “cada um cuida do seu rab..”, também procede, e ainda mais, que “a grama do vizinho é sempre melhor”; são ditados que estão presentes no dia a dia das pessoas, sem elas perceberem. Acho até divertido isso, mas que não deixa de ser algo a se pensar, não deixa. O mundo é (infelizmente) materialista, e além de materialista, é consumista, para qualquer coisa, desde roupas, aparelhos ou pessoas; e por isso, acabam não dando mais valor as coisas da vida que realmente tem valor, ou dão o valor errado a elas...
Eu não sei, de uns tempos pra cá, depois de tudo que me aconteceu no passado, e no ano passado, ser materialista, dar o valor errado, ter mais do que ser, e principalmente, complicar quando se pode simplificar, não é algo que eu ache mais natural, não é algo que me satisfaz em ver ou mesmo em estar perto.

É duro...mas, infelizmente, a realidade as vezes é negra.

Não sei se foi um texto bom, é um texto complicado, é um assunto complicado, ainda mais porque no meio disso tudo, desse redemoinho todo, lá estou eu envolvido, rodando junto com esse mundão, sem saber onde é a margem para poder, pelo menos, tentar nadar...

São muitas experiências, novas ou velhas reformuladas, muitas observações e poucas ações ou ações vagas ou ações sem ação, não sei, nada sei; e só saberei se continuar aprendendo.......observando.......sendo...

2 comentários:

  1. Definitivamente uma divagação de valor ... mas o q definitivamente me encantou foi sua percepção final ... "Não sei se foi um texto bom, é um texto complicado, é um assunto complicado, ainda mais porque no meio disso tudo, desse redemoinho todo, lá estou eu envolvido, rodando junto com esse mundão, sem saber onde é a margem para poder, pelo menos, tentar nadar..."

    Dizer o q depois disto ...

    Parabéns querido

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  2. Recorrendo a um ditado desses que você cita... eu diria que a diferença entre o remédio e o veneno, é a dose! As vezes podemos nos perder no meio do processo e dar uma parada, olhar ao redor e sentir o que está acontecendo é um importante.

    Eu não poderia viver sem celular... não porque isso me impediria de estar em contato com as pessoas que me são caras, nunca me impediu, pelo contrário... o contato pelos dispositivos muitas vezes foi o catalisador para que eu fosse ver o que acontecia.

    Mas não me apego a esse ou aquele celular... não perder o bom senso é um grande desafio hoje.

    Inté.

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