sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Pedreira...



Dizem que pedras que surgem pelo nosso caminho servem para aprendermos, para saber que o caminho nem sempre é fácil, belamente pavimentado ou tranqüilo; e que por vezes, somos obrigados a mudar de rota ou mesmo retirar cada uma dessas pedras que surgem....a velha metáfora para dizer que devemos sempre olhar pra frente e continuar seguindo os sonhos e desejos, e que essas pedras são os problemas, que aqui ou em qualquer outra vida, teremos que enfrentar, e a cada enfrentamento, fica uma lição aprendida e que vai ser recordada para sempre.

Mas e se esse caminho, ao invés de ser uma simples estrada com algumas pedras, for sim uma pedreira? Daquelas bem rochosas, sem trilha nenhuma, cheia de pedras pequenas, médias e enormes, soltas ou com uma apoiada na outra, onde o menor deslocamento de uma, afeta outra e outra e mais outra, provocando um enorme deslizamento e mudando completamente a paisagem, aquela mesma que, apesar das dificuldades, já tinha se acostumado, e agora, o que antes já não era fácil, ficou ainda mais complicado?

Pois é, às vezes a vida me mostra uma dessas metáforas. Ou melhor, não só me mostra, me coloca no meio desse cenário, e por mais que eu vá tentando andar calmamente por todas as pedras, vez por outra uma escorrega, uma cai, e surge mais um problema, mais outro, e depois mais outro, e quando vou ver, o que antes era apenas uma reunião de poucos, virou todo um conjunto, complexo e entremeado, que se for para fazer uma metáfora disso, fico imaginando que seja a cena daquela teia de aranha recentemente desfeita pelo inseto que ali pousou e ficou tentando se libertar, e foi cada vez mais se embolando nos fios grudentos, até ficar completamente preso, sem condições de sair, sem forças para continuar lutando...

Sim, metáforas podem ser criadas cada qual com a complexidade que o criador deseja ou sente no momento em que escreve, e podem ser tão ou quanto mais detalhadas como as que narra Melville, pelas falas de Ishmael, carregadas de sentimentos ora neutros, ora emocionais. Na vida real, metáforas servem para narrar ou mesmo descrever situações que se descritas em sua integridade, não trariam tanto interesse, ou mesmo não demonstrariam tão bem quanto o sentimento pelo qual seu criador passa naquele momento. Servem para extravasar seus sentimentos de uma forma mais branda, sem grandes choques culturais ou emocionais para teu leitor.

Seja qual for o caminho escolhido, haverá pedras, grandes, pequenas, redondas, amorfas; não importa, o que importa é seguir, ou pelo menos tentar seguir sem pisá-las, sem tropeçar, sem causar um deslizamento, sem cair ou mesmo sem ser soterrado; e se o caminho mudar, mudar junto com o caminho. E caso o caminho não exista, faça-o!!!!

Um comentário:

  1. "Seja qual for o caminho escolhido, haverá pedras, grandes, pequenas, redondas, amorfas; não importa, o que importa é seguir, ou pelo menos tentar seguir sem pisá-las, sem tropeçar, sem causar um deslizamento, sem cair ou mesmo sem ser soterrado; e se o caminho mudar, mudar junto com o caminho. E caso o caminho não exista, faça-o!!!!"

    Paro por aqui para refletir mais ... anotado para todo o sempre ...

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