sexta-feira, 19 de junho de 2009

Brotas - Dia 2 - parte 1

O dia começa chuvoso. Acordo as 6:30h da manhã de sexta-feira com o barulho das xícaras sendo postas a mesa, além é claro de acordar com o barulho ensurdecedor dos roncos de Latinha na cama ao lado.
E isso porque ele disse que não roncava, e só roncou porque “embodocou” a boca no travesseiro (entende-se, chupar a fronha). Enfim, eram quase madrugada das minhas pequenas férias e eu já estava acordado. Restava só me levantar. E foi o que eu fiz.

Troquei de roupa e fui tomar café. A sala do café ficava defronte ao quarto, e na hora em que você abria a porta pelo menos umas 10 pessoas te olhavam, e você lá com aquela cara de quem acabara de acordar... Mas tudo bem, o café valia muito a pena. E era legal sentar-se à mesa com outras pessoas, promovia a socialização.

Latinha chegou pouco tempo depois e terminamos o café, escutando as pessoas “sem loção” ficarem reclamando que não tinha mesa para sentar todo mundo junto (óbvio, a mulher leva uma trempa de 15 pessoas...) e começarem a tomar café em pé...hilário.
Resolvemos dar uma volta pela cidade, já que iríamos fazer a atividade da Verticália apenas a tarde. A chuva tinha dado uma trégua, mas ainda estava frio. Mas, resolvemos sair assim mesmo.

Seguimos em direção de um parque linear que fica nas margens do principal rio de Brotas, o Jacaré-pepira. Ao passarmos por uma casa, uma cachorra de rua resolve nos acompanhar, uma dessas vira-latas, super educada, mas que Latinha insistia em chamar de Vadia (coitada...).
O bom da cachorra é que ela era bem obediente, mas um pouco ansiosa, queria sempre ir na frente do caminho, e voltava para nos buscar. Achei pitoresco, combinava super com a cidade....hehehehehehe.
O parque é lindo, foi recuperado pelo pessoal da Alaya, mas ainda precisa de um incentivo para que as pessoas usufruam melhor do espaço, ocupem melhor a beleza natural que a cidade possui.

No final do passeio, a cachorra se perdeu de nós (uma pena, estava até gostando), e acabamos por retornar ao hotel, pegar as coisas para ir até a base da atividade e parar para comer algo na padaria.

A base ficava distante 2km do centro, e resolvemos chegar antes para conhecer o local e ver como eram as outras atividades propostas pela agência.
Chegamos, fizemos o cadastro, preenchemos o seguro e descemos até a base operacional, onde o povo se encontrava, os monitores estavam e podíamos ver o percurso completo da Verticália. Foi aí que começou o mico...

Estávamos os dois sentados, quando uma das monitoras veio e perguntou de onde nós éramos, depois perguntou nossos nomes, e depois perguntou nossas profissões. Tudo isso porque os outros monitores nos acharam conhecidos...
Quando Latinha respondeu a profissão, eles desabaram a rir. Ficamos sem saber porque, mas logo foi explicado. Eles achavam que Latinha era um repórter famoso (não sei qual...), e que estava lá para fazer alguma reportagem... Juro gente...hilário...

Quando chegou nossa hora de fazer a Verticália, eu que já tinha feito arvorismo, estava achando tudo aquilo mixo demais. Mal sabia eu que pagaria a boca...
Nosso grupo tinha umas 12 pessoas, inclusive Jorge (Jorrrrrrgeeeeee), um carioca gostoso, moreno, com um corpo malhado, tudo de bom, hiper mega pegável, com a sua namorada loira paulista aguada.
Para quem conhece arvorismo, sabe que a atividade não tem muita adrenalina e sim mais esforço físico, e lá estávamos nós, literalmente trepados em cima de uns troncos a uns 10 metros de altura (no mínimo) nos equilibrando em cabos de aço, troncos, cordas, pranchinhas de madeira, tudo devidamente seguro pelo cinto que nos prendi ao cabo guia.

Quem não agüentasse a atividade, só tinha duas opções; seguir em frente e descer na próxima tirolesa ou se agarrar ao tronco, carinhosamente chamado de Gianecchini, em cada uma das plataformas, e esperar que um dos monitores fosse te “resgatar”.
Eu, todo pimposo, e falando de boca cheia que já tinha feito, fui na frente. A primeira parte da Verticália foi fácil, longa, mas relativamente fácil, com trechos que chegavam a 15 metros de altura. Mas o final era gratificante, terminava em uma tirolesa, na qual um dos monitores estava esperando (um garoto lindo de uns 20 anos....uma delicia...).

O restante da atividade foi bem legal também, o grau de dificuldade aumentava um pouco em cada trecho, mas nada que não fosse impossível de transpor. Claro, eu paguei o mico de ser “rebocado” depois de ficar parado no meio da maior tirolesa. Simplesmente as polias do meu equipamento pararam e eu fiquei lá, pendurado como um salame, até a monitora me dar um cabo e me puxar... Humilhante. Ainda bem que não fui o único...mais uns 3 ficaram assim também...inclusive nosso amigo Jorrrrrrrgeeeeeee....hehehehe.

Latinha seguia atrás de mim, e estava indo bem, apesar do cansaço e reclamando que as mãos estavam doloridas de pegar no cabo (?!?!). Chegamos no trecho final, onde tinha uma bifurcação, a qual eu escolhi ir pelo caminho mais difícil e Latinha (óbvio) foi pelo mais fácil, e acabou passando a minha frente. Ao final desse trecho, tinha um obstáculo chamado “Pulo do Tarzan”, onde você se prendia a uma corda, se jogava de uma plataforma e agarrava em uma rede do outro lado e descia por uma tirolesa. Tudo lindo e super fácil de fazer, assim descrevendo. Ledo engano.

Enquanto eu me recuperava de um obstáculo anterior, Latinha todo pimposo pulou e eu nem vi. Agora, quando eu cheguei...a história foi bem outra... Cheguei na plataforma, coloquei a corda no mosquetão e me sentei. Daí tinha que se sentar em uma plataforma menor, mais para baixo de onde eu estava. Foi ai que o cagaço começou. O negócio era pequeno, e eu ficava com as pernas para fora, e ao olhar par baixo aquilo me parecia tão alto, mas tão alto... e eram apenas uns 5 metros de altura, ridiculamente baixo...
Mas, Mabe sabe o que faz. Sentei-me na tal mico plataforma, e lá fiquei... E quem disse que eu queria sair de lá??? Nem as outras 10 pessoas querendo descer me faziam tomar coragem. Eu olhava para baixo, não tinha rede nenhuma, e nem muito menos um cara gostoso e forte de braços abertos para me pegar, não não não, eu não queria sair de lá.
Depois de uns, digamos assim, 10 minutos de hesitação, tomei coragem (?) e pulei. Claro, Latinha já estava com a maquina em punho e fotografou o momento. Alcancei a rede, a qual consegui pegar com uma só das mãos, e tive que ser novamente puxado, dessa vez pelo monitor gatinho (Vinicius era seu nome). Alcancei a rede, todo ofegante, mas ainda assim super excitado para terminar a atividade. Que encerrou com uma tirolesa pequena, a qual eu ainda consegui “aterrissar” de costas no chão...humilhante...mas integralmente hilário.

Ainda ficamos vendo todos os outros passarem pelo mesmo obstáculo. Além de mim, mais um senhor ficou com medo de pular, e nosso amigo Jorrrrrgeeeeee também chegou a ensaiar para pular ou não...e terminou aterrissando como eu...de costas....hahahahahaha.

Mas o dia não terminava por ai...ainda temos a noite, onde também pagamos mais um mico....lembrem-se que sexta-feira, dia 12, foi uma data especial.....hahahahahahahahahahahahahaha.

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Abaixo, algumas fotinhas para desgustação...



(fotos do parque linear do Rio Jacaré-Pepira)



(nossa amiga cachorra nativa simpática)


(final da Verticália com o "Pulo do Tarzam)


(mais alguns trechos do Verticália)

(início - obstáculo fácil)

(final - obstáculo mais difícil)

5 comentários:

  1. Eu estive por aí nesse tal parque, mas parece mesmo estar mais bonito agora. Latinha Repórter? Hmmm... Seria a Látima Bernardes?? Mas, amigo... nem a "pau" que eu subia nesses bagulhos! Tá louca? :-)

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  2. Olha a sacanagem...

    Primeiro, não há provas que eu ronquei! E mesmo que houvesse essa possibilidade (e não estou falando que eu ronquei) foi só na primeira noite pelas razões que eu havia explicado.

    O que ele não conta é que a cama ele gemia mais do que não sei o que!!! Que fique registrado!

    O MOmento Café era complicado... muita sociabilização para mim, mas depois já estava de boa só no "registro do que acontecia" kkkk E por ai vão a Ana e a Dir-qualquer-coisa (não consigo lembrar o nome da mulher) que também estavam no quarto da frente.

    A Vadia vai ficar na história... companhia supimpa para um passeio... kkkk

    A Verticália/Arborismo foi show de bola, tirando é claro meu nobre colega que achou tudo mixo quando chegou e me rachou a minha cara no final. Tivemos que ameaçar joga-lo lá de cima.. e sem falar do pouso que ele fez no final... (a foto da bermuda suja você não mostra, né?) Mas foi legal, Mabe foi "O Destemido" (afinal, ele era o experiente da turma) eu fui de paquito (faça tudo o que o Mabe fizer) e claro que, depois de ser confundido com um reporter eu não podia fazer feio HAUAHUHAUHA (só por Deus!)

    Enfim... vou fazer uma versão "alternativa" do post, com as outras fotos kkkk (A vingança!)

    Mas eu recomendo... foi muito bom!

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  3. Óbvio que Latinha iria se defender dos roncos... A cama ranger não era culpa minha, foi, digamos assim, algo técnico a ser resolvido pelo hotel...ja os roncos...tem que resolver com o culpado mesmo!

    A foto da bermuda suja é impublicável...não vou ficar mostrando minha nobre bunda para todo mundo...quem quiser ver que se candidate a posto de namorado oficial, que está em aberto...hehehe.

    E que fique registrado que nossas nobres amigas se chamavam Ana e Darliana, e elas só iriam aparecer no terceiro dia (mania de ficar contando as coisas na frente do narrador oficial....hungf!)

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  4. Cama rangendo?? Bunda suja?? Mmmmmmm...

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  5. Realmente que aventura em caras!Realmente a cama range um pouco (eu não estava lá, nesse dia ) e o quanto ao café da manhã, precisa estar de bom humor prá encarar a todos logo tão cedo. Mas o importante é ser sociavel. aguardamos novidades nessa empreitada.
    abraços

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