Depois de uma tarde de grande esforço físico, principalmente para Latinha, que não está acostumado com isso de atividade física, contato ao ar livre, com pessoas e insetos, retornamos ao hotel.
Ao chegarmos no hotel, paramos na recepção para pegar a chave, no que eu noto um mapa de Brotas, com indicações de pontos turísticos, e é claro, um em especial chamou minha atenção... um pontinho assinalava o local e a legenda dizia, “Casa da cachaça”. Eu todo feliz disse, “Olha só, casa da cachaça...”.
Nisso, a mocinha da recepção disse, “Ah, é legal lá, eles reformaram o lugar, ficou bonito, e ta aberto ainda...”
- Como chego lá? – perguntei.
E ela nos explicou o caminho. Ficava perto da nossa já conhecida Pizzaria Supera, super fácil de ir a pé mesmo. E não teve outra, pegamos os casacos e fomos.
Eram quase 18:00h quando chegamos lá, tinham algumas pessoas lá dentro e entramos e fomos ver tudo. O lugar é legal, um casarão antigo de esquina, reformado, que vende todos os tipos de cachaças e licores artesanais, e ainda tem doces em compotas e aqueles doces tradicionais de fazenda. Tudo muito bem embalado, com um visual bem legal e de dar água na boca.
Olhamos tudo. Escolhi um licor para trazer para meus pais e fiquei vendo algumas cachaças, mas não trouxe. Latinha ficou indo de um lado para o outro escolhendo o que levar. Eu, fui para outro lado e descobri que podia-se degustar as diversas cachaças e licores... E foi o que eu fiz. Peguei vários copinhos e fui tomando os mais diversos sabores, todos deliciosos.
Latinha saiu de lá carregado de licores, cachaças e doces, tudo para levar para a casa, e quase sem provar nada; eu saí de lá quase carregado, de tanto provar tudo.....hahahahahahahahahahaha.
Voltamos para o hotel, pois o plano era tomar banho e sair para jantar. Latinha foi para o quarto e eu parei na recepção para falar com a mocinha... Mocinha que Latinha insistiu em chamá-la de “Alminha”, pois ela era branca e loira...bem branca e bem loira, diga-se de passagem.
Pedi indicação de algum restaurante, pois estávamos querendo ir no Camilo, que fica na praça central, mas daí ela disse que a noite eles só serviam petiscos, e nos indicou o Restaurante Mirágua, que tinha um preço legal.
Voltei ao quarto e conversei com Latinha. Combinamos então de passar pelo Cine São José para tomar um café, passar pelo Camilo para dar uma olhada como estava, até porque não teria nada de mal ficar só nos petiscos....
Banho tomado, ganhamos a rua. Um frio do cão, pois em Brotas faz muito frio. Passei mais frio lá que em Campos do Jordão, pois como Brotas fica no alto, venta muito, e isso deixa a cidade fria, fria, muito fria e um pouco mais.
Resolvemos ir a pé, afinal tudo ficava perto. Paramos no cinema, entramos e pedimos café. Um café delicioso, e Latinha ainda pediu uma torta holandesa (que ele desdenhou depois de comer toda...), e aproveitei para ver o restauro que fizeram no cine, que ficou lindo. Assim como era lindo o cara que ficava na bilheteria, meus olhos o seguiam cada vez que ele passava por nós, e meu queixo deve ter ficado no chão, pois ele era lindo demais.
Terminamos o café e partimos em direção ao Camilo...
A rua estava deserta, como sempre. Nunca vi uma cidade para ter ruas tão desertas na região central como Brotas, nem uma alma viva...
Chegamos na frente do Camilo. Olhamos lá dentro...o local iluminado estava iluminado a meia-luz, com velas em cima de cada mesa, onde também tinha uma rosa...
Olhamos um para o outro e daí que a ficha caiu... Era sexta-feira, dia 12 de Junho...Dia dos Namorados...
Virei para Latinha e disse “To fora, vamos em outro lugar!”. Afinal, ninguém merece, dois gays solteiros encalhados entrando para jantar em um restaurante que tinha se preparado para receber casais.... Mico, mico, mico, mico.
Sobrava assim a indicação de nossa amiga “Alminha”, o Restaurante Mirágua. E para lá fomos.
O lugar é lindo, uma construção de esquina com tijolos antigos, tudo meio rústico, com uma cobertura metálica ultramoderna dando um contraste interessante. Entramos, achamos uma mesa e nos sentamos.
O garçom trouxe o cardápio e eu me encantei de imediato com um prato... “frango com molho de frutas vermelhas”. Latinha é claro, ficou olhando o lado direito do cardápio e se assustando com os preços...
- Esse foi o que ela disse que tinha um preço mais em conta? – me perguntou sobre a dica da Alminha...
- Pois é, mas pense, hoje é sexta-feira, dia dos namorados, estamos em outra cidade, que mal tem gastarmos um pouco a mais???? – respondi.
Não teria nada mesmo, uma vez na vida que mal teria... Claro que a opção de ficar lavando os pratos depois já tinha passado pela minha cabeça...
Mas o jantar foi ótimo. O lugar é bem agradável e estava cheio. Inclusive na mesa ao lado da nossa, duas garotas sozinhas também, pois o restante eram famílias e casais, uns aos quais reconhecemos da pousada em que estávamos.
Terminamos o jantar e saímos. Um frio enorme, agora bem mais do que antes. Resolvi voltar no cinema para tomar outro café para me aquecer, e Latinha, viciado em café como é, topou. E lá fomos nós, pelas ruas desertas. Tomamos mais um café cada e rumamos de volta ao hotel.
A noite tinha terminado, queria apenas dormir pois estava cansado do dia agitado e aguardando ansiosamente para o dia seguinte, onde nos esperava a atividade que nos daria a maior carga de adrenalina do final de semana.
Me encolhi na cama, debaixo de 3 cobertores, enquanto Latinha pegou seu notebook e se conectou (a pousada tinha wi-fi, como todo o resto de Brotas), e ficou lá, em plena noite de sexta, caçando pela net (coisa que ele nega de pé junto...nada mais óbvio). Digitava frenéticamente...acho que com pelo menos uns 3 ou 4 ao mesmo tempo...e depois vem se lamuriar que tá solteiro............S-E-I.....hahahahahahahaha.
Virei do lado e dormi...como um bom cara de boa família faz......hehehehehehe.
Não aproveitaram NEM o dia dos namorados pra, sei lá, dormirem de conchinha, juntos? Aquecia mais rápido, hehehe...
ResponderExcluirEpa, epa, epa... olha a sacanagem!
ResponderExcluirkkk Sinto que minha pessoa está sendo alvo de difamação... kkk
A Alminha era gente fina, fiquei fã!
Deu altas dicas para nós... A Casa da Cachaça foi uma delas, tudo bem que o Mabe teve um momento Cramulhão e queria voltar para dentro da garrafa, mas o lugar era legal. kkk
Camilo?! Prefiro não comentar... kk
Mirágua... o frangim tava bom hein...
O cinema né... o senhor não conta que o bilheteiro tinha complexo de Michael Jackson né?! Who´s bad! kkk
E eu estava trabalhando! Que dureza!
;-)