terça-feira, 11 de junho de 2013

"Inferno"

                Acabei de ler o mais novo livro do escritor Dan Brown, “Inferno”. Recém lançado a pouco mais de 3 semanas, já a 2 semanas consecutivas nas listas dos mais lidos de várias livrarias e revistas, o livro é encantador, até certo ponto.
                Sou fã confesso de Dan Brown, tenho todos os livros escritos por ele, mesmo os mais desconhecidos como “Ponto de Impacto” e “Fortaleza Digital”, até as edições ilustradas dos três livros anteriores protagonizados pelo mesmo personagem desse último, Robert Langdon; li e reli todos, até mesmo mais que 2 vezes em alguns casos, e são livros que prendem a atenção pela sua narrativa dinâmica e cheia de mistérios que vão se desenrolando ao longo dos capítulos.

                Nessa última obra, Dan Brown cria seu texto ao redor da obra prima italiana de Dante Alighieri, “A Divina Comédia”, mais precisamente o livro I, “Inferno”, em que o próprio autor desce, acompanhado de Virgílio, todos os círculos que compreendem o reino subterrâneo do Inferno.
                Brown utiliza toda uma gama de símbolos e significados presentes tanto na obra de Dante, quanto em obras de arte, elementos arquitetônicos e lugares de Florença, cidade berço da Renascença e da qual Dante é um dos filhos mais ilustres.
                 A narrativa nos leva a viajar por palácios, jardins, igrejas, além de cidades como Florença e Veneza, de uma maneira surpreendente e rápida, como sempre acontece nos livros de Dan Brown, onde a ação se desenvolve na média de 24 horas, a contar do início do texto.
                Entre obras de arte, monumentos históricos, referências históricas, Robert Langdon vai desvendando as trilhas deixadas pelo seu antagonista, um fanático pela obra de Dante e pela humanidade, cujo tema central se faz presente, mesmo que seja só por meras poucas linhas em cada capítulo.

Não vou dizer que seja o melhor livro de Dan Brown, por mim, acho que ele já fez melhores, a começar pelo “O Código Da Vinci” e sua brilhante adaptação para os cinemas, quanto seu penúltimo livro “O Símbolo Perdido”, que é muito mais carregado de simbologia e mistério, mesmo que sua história seja a mais inverossímil de todas.
“Inferno” poderia muito bem ter sido um livro ótimo, mas ao meu ver é apenas um bom livro, uma boa leitura para se deixar na cabeceira e ler antes de dormir, mesmo que seu texto te prenda e você leia até a manhã do outro dia, mas ainda assim, é uma obra de ficção boa, relativamente boa, que ficará nas listas dos mais vendidos pelo simples fato de seu autor já contar com algum prestígio, além é claro de toda a carga publicitária que suas editoras estão colocando em prática.
A obra baseada na “melhor obra literária’ já escrita, poderia ter um enredo mais bem explorado, uma narrativa com uma quantidade menor de falhas e um final, bem mais eletrizante do que o final simplista que tem após mais de 100 capítulos.
Mesmo a parte filosófica que Dan Brown se propõe a discutir, ou levantar discussão, acaba se perdendo dentro do enredo rápido, mal elaborado, cheio de falhas e, as vezes, com dupla interpretação, que prende o leitor mais pelos detalhamento que o autor tem ao descrever suas fontes de inspiração, do que o próprio tema central, o excesso populacional mundial.

Não vou dizer para que não leiam, eu li, gostei e recomendo, mas não espere muito; eu esperei e me decepcionei, principalmente com o final, que poderia ser mais impactante, assim como foi em “Anjos e Demônios” ou mesmo no final absurdo de “O Símbolo Perdido”.

Enfim, é um Dan Brown sem dúvida, com enredo absurdo, com muitas referências históricas, geográficas e artísticas, com diálogos previsíveis e serve para uma leitura divertida, sem compromisso acadêmico, para distrair a mente e ficar imaginando onde será a sua próxima viagem de férias.

4 comentários:

  1. Estava super curioso com a obra e, assistindo uma reportagem na TV sobre o ela as mesmas perspectivas foram colocadas ... q pena ... mas já q vc leu e gostou apesar disto, vou me aventurar ...

    ResponderExcluir
  2. Está na minha listinha de coisas que quero fazer... depois te conto o que eu achei, tzá? E "GGG" faz bem minha linha... hahahahahaha! Bjs!

    ResponderExcluir
  3. Ele pega a gente de ínício, eu li direto. Mas achei o final forçado demais...parece que a história ia para um lado, e o fim para o outro. Mas...
    abraços!

    ResponderExcluir
  4. Depois de ler eu decido como te contarei... hehehe! Bom findi, grisalhudo! Bjs!

    ResponderExcluir