terça-feira, 18 de junho de 2013

Na estrada

                


                 Já tem certo tempo que estou para escrever esse texto, mas eu vivia adianto por N motivos, fossem eles profissionais ou pessoais, ou aquela velha desculpa que “não tenho tempo”; mas acho que agora, também por N motivos, consegui sentar e digitar essas palavras...

                Por muitas vezes, em vezes alternadas, esse mesmo assunto bateu aqui nesse espaço, e se aqui foi presente, na minha vida foi muito mais. Não é fácil (parafraseando Marisa Monte), mas novamente me encontro só. E agora, como costumo dizer, no sentido amplo da palavra.
                O mais estranho disso, é que nesse momento, nessa fase, eu já não consigo achar que isso tem uma conotação triste, muito pelo contrário, eu não consigo achar nada, não consigo classificar essa fase de solidão, senão apenas como sendo algo que é inerente a minha personalidade, ao meu jeito, algo que em outras palavras, estava destinado a essa minha vida.

                Em algum momento do passado, que já citei aqui também, eu não fui só; mas esse foi um momento bem especial, no contexto mais específico da palavra, foi um pequeno momento perto de toda a minha vida até aqui transcorrida. Durou, se formos mensurar, 4 ou 5 anos. Foi uma época divertida, de crescimento, de amadurecimento, de novas descobertas; foi um tempo que serviu para me preparar para tudo mais que ainda estava por acontecer.
                Pena que durou, relativamente pouco...

                No presente, nesse presente, diferente do passado, o qual eu sentia falta, o qual me deixava “pra baixo”, eu não consigo mais sentir isso, eu, como disse, me sinto neutro, com um ar blasé em relação a várias questões, e começo a pensar se isso é bom ou não.
                Arrisco até a dizer, que, sem querer roubar a personalidade, mas estou muito mais para o homem de lata de “O mágico de Oz” do que o nosso próprio Latinha, que aqui se encontra na lista de blogs lidos.
                De uns tempos para cá, não sei se por questões de preservação pessoal, eu me sinto sem coração, como se eu já tivesse me acostumado com essa solidão que tanto preenche meu interior.

                Acho sim que é bem isso, por várias questões, por “imposição” da vida profissional, pelo abandono dos amigos, ou pseudo-amigos, eu fui me acostumando a ser só, cada dia mais e cada vez em maior quantidade.
                Também acho que sou em parte culpado, por não saber “fazer” amigos; por muito tempo eu desconfiei dos outros, com medo que eles me machucassem, como já havia acontecido, e assim eu passei a criar uma barreira, uma cerca que me afastava do sofrimento, e assim, essa cerca foi servindo também para me isolar a cada dia.
                A realidade hoje é essa, os amigos que outrora já eram poucos, agora se resumem a menos da metade dos dedos de uma só mão; ainda tenho amigos ou colegas ao longe, que sei que posso contar com eles, mas a solidão física que se faz presente, é bem maior do que o afago que estes podem me fazer...

                Esperanças em reverter essa situação? Olhe, esperança é algo muito presente em minha vida, sempre, mas devo confessar que nesse caso, acredito muito mais em destino do que em algo diferente. Acho sim que já estava escrito que assim seria, que eu deveria ter o que tive, e que deveria seguir pela estrada de tijolos, cinzas, só.
                Não vou me lamuriar, pois como disse, querendo ou não, sendo certo ou não, me acostumei a isso.
                Não é fácil.....mas.......


                Aproveito para dizer que o blog entra em mais um período de pausa em função de mais um período sabático meu.

                Volto...logo....mas sem precisar quando...

6 comentários:

  1. inveja de vc... muita neste momento...
    queria sentir-me assim

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  2. Uepa! Como assim, Oz já é meu domínio e eu estou com o IPTU em dia... ;-)

    Então... de Homem de Lata para Jovem Grisalho... posso dizer que você deu os sintomas e também soube identificar as causas... mas você não é um Homem de Lata meu caro, deixa isso com os profissionais! ;-)

    O que acontece é que as vezes temos fases na vida, como bem disse, você passou por alguns bocados, e recuperar-se disso, nem sempre é tão "simples" assim. Além disso, é um tempo em que você tem que estar com todos os sentidos voltados para as tuas lutas diárias, mas tenho certeza que ainda bate um coração ai... a questão é que você é meio indeciso as vezes [kkkk, não vale me xingar] e tem aquele gênio... como dizer... forte! Mas como eu já te disse, isso também é parte do teu charme..

    Se acalma... como dizia minha avó: Tudo com tempo, tem tempo! E a vida nos surpreende, apenas atente para não se conformar e "aceitar" um destino que não é seu, nem está escrito... nunca se sabe quem será o próximo a entrar em busca de um "café com conversa", não?!

    Mantenha-se aberto as possiblidades... quem sabe as surpresas não virão?!

    E, se eu descobro que você me colocou na lista dos "Colegas de Longe"... o teto da casa do tio Ali vai cair!!!

    Abração,

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  3. Colegas de longe, meu koo... hahaha!!! Toma teu tempo, fio... mas volta! E como disse nosso decano de lata no comment acima: as surpresas virão. Tenho certeza! E claro que vi o Pi... lindo mesmo! Bjs!

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  4. Qualquer dia desses eu surgirei pela porta para tocar fogo no café... hahahaha! Bjs!

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  5. Eu sou incendiário desde girino.. então deixa que coloco fogo em tudo, tzá? Hahaha! Bjs!

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  6. Hum... vê pra mim então um café e dois grisalhos... que o frio tá grande... hahahahaha! Bjs!

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