segunda-feira, 28 de abril de 2014

Diversidade

Tomando como ponto de partida o texto anterior, que teve seus comentários bem distribuídos, esse texto toma forma levando-se em consideração as minhas experiências com outros, sejam por redes sociais, aplicativos, chats ou mesmo encontros reais, daqueles apresentados por amigos em comum, pois como lhes disse, o importante é a ferramenta utilizada...

Eu já encontrei muita gente...e não me arrependo disso. Me arrependo de não ter dado certo com alguns, que foram só um ou dois encontros, mas de conhecê-los, isso não me arrependo mesmo. E olhe que nem todos foram ótimos, muito pelo contrário. A grande maioria é gente boa, mas alguns não deixaram saudade....confesso.
Por eu sempre ser muito solitário, como já disse, usei e abusei de algumas ferramentas, e assim, essas pessoas foram surgindo na minha vida. E o surgimento delas me foi despertando cada vez mais interesse, neles e nas pessoas em geral. Assim, hoje, trabalhar com o público, com contato direto, é para mim, um grande laboratório e um grande aprendizado; um eterno aprendizado.

Já encontrei caras que realmente, valiam a pena, e com esses foram (os poucos) que a relação pessoal se manteve por um tempo, e foram com esses mesmos poucos, que após o término da relação, a amizade perdurou. Eram e são pessoas que meu coração se identificou, estava em sintonia, que não me fizeram mal, não me maltrataram, que conseguiram me conquistar; e com eles as descobertas foram intensas, com eles eu tive um grande aprendizado das coisas boas que a vida pode proporcionar a dois.

O bom da dualidade da vida, é que tudo tem o outro lado. Do mesmo modo que eu encontrei caras bons, encontrei também os que não “prestavam”. Esses, ainda bem, foram poucos, mas nem por isso, deixaram de ter a devida importância. Com esses, a relação durou pouco, ou não durou, se resumiu a um encontro furtivo, dois no máximo, e as mágoas são enormes; assim como as feridas, que demoraram a cicatrizar, mas que finalmente, se fecharam. E como disse, esses tiveram a sua devida importância, foi com eles que eu aprendi que a vida pode ter seu lado ruim, seu lado negro, e aprendi como algumas coisas não devem ser em uma relação a dois. Aprendi também o mais importante, a cair, a cair muito, fundo em alguns casos, e aprendi a me levantar em todas as situações.

Alguns, tanto os bons quanto os maus, ainda estão por aqui, os bons em maior presença é verdade; vez ou outra surge algum fantasma que teima em rodear, em querer se fazer presente, mas que não consegue, que apenas quer orbitar momentaneamente, mas mesmo assim não consegue. Agradeço a eles pela recordação, mas agradeço mais ainda pelo sumiço, e se for eterno, o agradecimento também será.

Fora isso, fora as quedas, os machucados, as boas e ótimas recordações, o que fica de tudo é a possibilidade que eu tive de conhecê-los. Isso, não há o que pague. Foi assim, através de qualquer ferramenta utilizada, através do contato com muitos e com muitas outras pessoas, que eu fui perdendo os meus pré-conceitos, pois eu também os tinha. Essa boa, ou nem tão boa assim, convivência, me fez entender melhor eu e o outro, as atitudes, as manias, os conceitos e os pré-conceitos, e a ser mais tolerante, ou a não ser tão tolerante assim quando a relação está se tornando prejudicial.

De tudo isso, acho que o melhor conceito a ser retirado é mesmo que a diversidade das pessoas é algo encantador. As pessoas, mesmo as más, são encantadoras, afinal, cada um tem a sua beleza, do mesmo jeito que cada um vê a beleza da sua maneira. E foi dentro dessa diversidade, dentro dessas diferenças, tirando proveito do conhecimento adquirido, das quedas e de tudo que essas pessoas me ofereceram, que minha relação pessoal melhorou, e como é agora, baseada em outro conceito...


Conceito que ficará para o próximo texto....o terceiro....

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