É isso que dá ter tempo ocioso....antes eu fazia coisas com
ele; costurava, desenhava, nadava, tomava sol....agora, que o tempo é mais
ocioso e eu tenho que permanecer no mesmo lugar que ele....eu divago...
Cliente vip no balcão, psicólogo, a conversa começa sobre
“companhia ou companheiro”; que nos dias de hoje as pessoas procuram o segundo,
usando métodos do primeiro. Explicando...as pessoas (sociedade em geral) querem
um companheiro(a) e utilizam métodos (internet, barzinho, EPF*) para
encontrarem isso, quando na realidade deveriam primeiro utilizar esses métodos
para achar uma companhia e que depois se transformaria em companheiro.
Enfim, a conversa era mais ou menos sobre isso....
Cá estou eu, dia desses, ou melhor, dias desses (assim, no
plural mesmo) a pensar, que minha vida é mesmo estranha, ou diferente, ou sei
lá qual definição dar a ela.
Por um breve momento, não tão curto, mas também não tão
longo, eu, acho, que tive um companheiro. Acho, porque apesar da boa interação
que tínhamos, não posso dizer que nossa relação foi um mar de alegrias e de
tranqüilidade, mas mesmo assim, combinávamos; pelo menos durante aqueles breves
momentos.
Fora isso, também tive algumas companhias, que vieram,
ficaram, se foram, cada qual em seu momento, e cada qual com a sua pessoa
correspondente, sejam namorados, amigos, amigas, paquera, conhecidos, amantes;
não importa qual definição se encaixa em cada pessoa, todas tiveram ou tem sua
devida importância.
Mas, a bem verdade disso, é que ora transito entre o
pensamento de não ter um companheiro ou não ter companhia. Sei a diferença, ou
acho que sei, mas não consigo me decidir se quero o primeiro ou se prefiro os
segundos.
Sinto falta de alguém ao meu lado, mas como já disse aqui
anteriormente, me é confortável não ter. Sinto falta de ter mais pessoas ao meu
redor, pessoas amigas, pessoas leais, mas ao mesmo tempo as poucas que tenho me
satisfazem...as vezes...
Parece, e é, contraditório, mas é o que temos para o momento.
Não sei como alterar as diferentes situações, e mesmo que soubesse, não sei se
o faria. O se jogar, parece interessante, mas o ficar onde está, é bem mais
confortável. A tal “zona de conforto” é realmente bem confortável.
Sei lá...pensamentos que vem e vão em diferentes momentos do
dia, da semana, do local, do clima, do andar as horas... Pensamentos válidos,
que renderiam ótimas conversas acompanhadas de café e bolo...isso eu tenho,
faltam as pessoas ao redor para conversar...
(* EPF = Exposição Pública da Figura - entendam como quiserem...kkkkkkkk)
Essa * dá o que pensar, viu?
ResponderExcluirVou solicitar um trem-bala pro Governador Chuchu pra eu poder ir tomar café aí toda semana!
café com bolo e boa conversa ... já já apareço por estas bandas aí ... sou assim ... me aguarde ... tipo assim surpresa ... é só o tempo de ficar inteiro novamente ...
ResponderExcluirbjão
Genteeeeee... o balcão tá te fazendo bem, hein? Te falei que essa experiência é quase antropológica e bastante reveladora! E certo que a prática dos beijos e afins é bem mais interessante que a teoria... hehehe! Bjos!
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